Solidariedade de atores com os roteiristas
em greve pode inviabilizar “Globo de Ouro”
A emissora de televisão norte americana “NBC”
cancelou a transmissão da premiação do Globo de Ouro, no próximo dia 13, por
conta da greve dos roteiristas de cinema e televisão que já se estende por
mais de dois meses. A decisão de não transmitir a premiação foi adotada pelo
principal responsável da “NBC”, Jeff Zucker, e pela Associação da Imprensa
Estrangeira em Hollywood, que concede os prêmios, e foi anunciada na
segunda-feira, dia 7, após avaliarem uma nota divulgada na sexta-feira, dia
4, pelo sindicato dos atores, Screen Actors Guild (SGA).
“Após considerações dos atores indicados ao
Globo de Ouro e de seus representantes durante várias semanas, parece haver
um acordo unânime de que estes atores não vão furar a greve do Sindicato dos
Roteiristas, Writers Guild Ame-rica (WGA), para atuar como apresentadores ou
ganhadores”, informou a nota do sindicato. O comunicado assinado pelo
presidente do SGA, Alan Rosenberg, também parabenizou os membros da
organização pela “destacável demonstração de solidariedade com a greve dos
roteiristas do WGA”.
O Sindicato de Roteiristas Americanos no litoral
oeste (WGAW) informou que se mantém firme em sua posição de fazer piquetes
em frente à cerimônia do Globo de Ouro, e isso pode ser só uma prévia para o
Oscar, que ocorrerá no dia 23 de fevereiro.
Entre os atores e atrizes que podem não ir à
premiação estão alguns dos indicados aos prêmios e artistas de peso como
Denzel Washington, Keira Knightley, Julia Roberts, George Clo-oney, John
Travolta, Cate Blanchett, Jodie Foster e Johnny Depp.
A greve dos roteiristas teve início em 5 de
novembro de 2007 e demanda aos estúdios norte americanos que paguem os
direitos autorais pelas obras vendidas também em mídias alternativas, como
internet e DVD. Alguns programas de televisão, paralisados devido à greve,
voltaram na última semana até mesmo sem os roteiros e roteiristas. O diretor
do sindicato dos atores comentou este fato e desencorajou a categoria a
furar a greve que não tem previsão para acabar.