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CARTAS
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Abadia
Atitude nobre, valente, justa e honesta do Juiz
da 6ª vara criminal de São Paulo, Fausto Martins de Sanctis, que rejeitou o
acordo com o colombiano Juan Carlos Ramirez Abadia, que oferecia US$ 30 e 40
milhões em barganha de benefícios. Vários são os benefícios pleiteados pelo
traficante que foi o mais procurado nos últimos tempos. Quanto ao Ministério
Público Federal (MPF) ser favorável a essa barganha é simplesmente
inacreditável. Não se faz barganha com cidadão qualificado como Abadia. A
justiça não pode brincar de troca-troca de favores. O criminoso do nível de
Abadia deve cumprir o que a lei determina e não interferir nas decisões da
justiça.
Paul Morin -
Curitiba (PR)
Censura
É um absurdo essa decisão do TRF, e do
desembargador Edgar Lippmann Júnior, de censurar aquele que luta e denuncia
as privatizações do bem público, o monopólio da cultura, das livrarias,
oferecendo de graça livros didáticos para quem não pode pagá-los, entre
outras coisas que faz no Paraná.
Gilson César -
São Paulo (SP)
História
O Império está novamente em crise, asseguram os
especialistas. A questão agora é saber por quanto tempo e quão profunda
será. E mais, de que forma afetará o mundo. Alguns antevêem a catástrofe.
Outros uma redução no ritmo. Mas a História ensina: quando o dominador se
enfraquece, os que são dominados têm a grande oportunidade de deixar de
sê-lo.
João Paulo de
Souza – Campo Grande (MS)
Projeto divino
Infelizmente, o medo do próximo desconhecido e o
choque cultural têm sido responsáveis por muitas das insanidades praticadas
desde o início da Humanidade. Era compreensível, até a Idade Média, que as
barreiras físicas (oceanos, cordilheiras, grandes distâncias e agressividade
do meio-ambiente) condicionassem o isolamento entre culturas, comandadas por
pequenas, mas poderosas, elites, que mantinham seus povos submissos,
amedrontados pela ameaça física ou religiosa. Com lideranças baseadas na
ignorância e doutrinação do povo desde a infância (acho que continuamos
vendo esse filme), era natural que o contato entre culturas diferentes
gerasse conflitos, pois podia ameaçar a estabilidade do modelo de dominação
existente numa ou noutra. Isso, junto com o mercantilismo, talvez explique a
fúria genocida do colonialismo europeu da Idade Moderna, que dizimou ou
escravizou os povos do Novo Mundo, considerados selvagens. Pois é. As
religiões deveriam representar um meio de equilíbrio e tolerância entre os
povos, mas algumas de suas lideranças parecem desconsiderar esse divino
projeto.
Adilson Luiz
Gonçalves – Santos (SP)
Florestas
tropicais
O mais recente estudo sobre a cobertura
florestal do planeta revelou, quem diria, que as florestas tropicais não
estão diminuindo. Pelo menos desde a década de 70. Que surpresa! Sob a
coordenação do pesquisador Alan Gringer, da Universidade de Leeds, na
Inglaterra, o grupo de cientistas que analisou quatro décadas de
estatísticas produzidas pela agência das Nações Unidas para agricultura e
alimentação sobre as áreas florestais concluiu que não existem evidências de
que a área coberta por florestas deste tipo esteja diminuindo. Nas palavras
do inglês, “apesar do desmatamento ocorrer em ritmo acelerado, o
reflorestamento também está acontecendo rapidamente”. O grupo de cientistas
descobriu até que nas áreas de florestas tropicais no Gâmbia e no Vietnã, a
cobertura, na verdade, aumentou desde 1990. Uma bordoada no ambientaleirismo
de plantão que, na base do terrorismo, está tentando impedir que nosso país
se desenvolva.
Gerusa de
Campos Bezerra - Recife (PE)
Palpite
Grande máxima essa do nosso presidente: “Quem dá
muito palpite, quebra a cara”. Veja (com perdão da palavra que, por conta do
semanário, virou palavrão) o que acontece de quando em sempre com a
“todo-poderosa” economia norte-americana. Prega no mundo inteiro o tal
liberalismo, a não intervenção, a soberania do “mercado”, mas, quando chega
a hora do “pega prá capá”, lá vai o FED metê a mão no remelê e repassar o
dinheiro do contribuinte para socorrer os banqueiros. Não foram os figurões
desses mesmos bancos que anunciaram prejuízos bilionários os que viviam
dando lição de como administrar as políticas econômicas pelo mundo afora? É,
o mundo dá voltas mas nunca pára no mesmo lugar. Sobe em espiral.
Alexandre
de Barros - São Paulo (SP) |