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Encontros sindicais na China e no Sudão
Centrais brasileiras
unificam ação por direitos e autodeterminação
CUT,
Força, CGTB, CTB e UGT destacaram a importância das experiência unitárias para a
defesa dos interesses da classe trabalhadora, do desenvolvimento e da soberania
nacional
A
vitoriosa experiência unitária das centrais sindicais brasileiras, que tem se
traduzido internamente em aumentos reais de salário e reajustes na tabela do
Imposto de Renda, começa a repercutir positivamente também no cenário
internacional, com uma atuação comum baseada na defesa dos direitos da classe
trabalhadora, da auto-determinação dos povos e da soberania nacional.
CUT, CGTB, Força e UGT estiveram presentes em Pequim, dia
8, no Fórum Internacional sobre Globalização da Economia e Sindicatos, promovido
pela Federação Nacional de Sindicatos da China, onde expuseram a luta que vem
sendo capitaneada pelo movimento sindical para que o Estado retome o seu papel
de indutor do desenvolvimento, garantindo contrapartidas sociais. O exemplo das
Marchas da Classe Trabalhadora e a Jornada pelo Desenvolvimento com geração de
emprego e distribuição de renda foram abordados, destacando a presença cada vez
mais proeminente das centrais na vida nacional.
“A unidade dos trabalhadores é a principal força dos povos
para garantir sua independência e trilhar o caminho do desenvolvimento e da
justiça social. Em todos os países, tem sido esse o fator determinante para
levarmos adiante a nossa luta para nos libertar da rapinagem dos monopólios, dos
cartéis, os responsáveis pela fome e a miséria em todo o mundo”, declarou Paulo
Sabóia, 1º secretário de Relações Internacionais da Central Geral dos
Trabalhadores do Brasil (CGTB). Sabóia frisou que “de nossa luta está nascendo
uma plataforma de ação comum que pode e deve unificar os trabalhadores pelo
desenvolvimento econômico, pelo respeito à soberania das nações, pelo combate à
fome e à miséria, pelos direitos trabalhistas, pela previdência e saúde públicas
e pela redução da jornada de trabalho”.
Representando a Central Única dos Trabalhadores (CUT),
Anízio Santos de Melo sublinhou que “neste momento a unidade dos trabalhadores
brasileiros e do mundo é fundamental para assegurar os direitos conquistados ao
longo dos anos e derrotar as políticas neoliberais”. “O reflexo desta unidade
das marchas realizadas pelas centrais no Brasil culminou com o reajuste do
salário mínimo bem acima da inflação e abre espaço para maiores mobilizações e
novas vitórias”, acrescentou.
Em nome da Força Sindical, Maria Auxiliadora ressaltou “a
importância e a necessidade dos trabalhadores do Brasil continuarem unidos para
manter os avanços e as vitórias já conquistadas no governo Lula”.
Para o representante da União Geral dos Trabalhadores (UGT),
John Fernandes, os resultados obtidos pela mobilização unitária das centrais
brasileiras e sua repercussão, ampliam o peso, a representatividade e a
responsabilidade com a continuidade das ações.
O evento de Pequim contou com a participação do presidente
chinês Hu Jin Tao, que reiterou o protagonismo do sindicalismo na melhoria das
condições de vida e trabalho em seu país.
Nos dias 14 e 15, no Sudão, na reunião da Federação
Sindical Mundial (FSM) - entidade que tem o presidente da Central Geral dos
Trabalhadores do Brasil (CGTB), Antonio Neto, como seu vice-presidente, e o
dirigente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Wagner
Fajardo, compondo o seu Conselho Presidencial - novamente a experiência
brasileira foi realçada,
Wagner Fajardo, que é também secretário-geral da União
Internacional dos Trabalhadores em Transportes, destacou “as mudanças ocorridas
com o governo Lula nas relações do Brasil com a África. Nosso presidente, um
operário sindicalista, reconhece a importante contribuição que os povos
africanos têm na cultura, no trabalho e no desenvolvimento de nosso país”. O
representante da CTB destacou a importância estratégica da unidade das centrais
na denúncia do desmonte neoliberal patrocinado pelo governo tucano do Estado de
São Paulo, que demitiu dezenas de metroviários que se opunham a sua política de
privatização e arrocho.
Ao lembrar da recente fundação da CTB e sua filiação à
Federação Sindical Mundial, Wagner Fajardo declarou que “há uma grande
expectativa do movimento sindical internacional para com o nosso continente” e
que os trabalhadores brasileiros responderão à altura, com unidade na ação.
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