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Paulo Sabóia, da CGTB, no encontro da FSM:
“Concentração
de renda e desregulamentação do trabalho são pilares da globalização
neoliberal”
“Para extrair superlucros, os monopólios também têm como
alvo arrochar os salários e retroceder nos direitos trabalhistas. Por
isso, os pilares da chamada globalização, a nova fachada do
imperialismo, são exatamente a concentração de renda e a
desregulamentação do trabalho: ‘flexibilização’ dos salários, redução da
proteção trabalhista, crescimento da informalidade e ataque aos
benefícios dos aposentados, além do desmonte da saúde pública”, afirmou
Paulo Sabóia, representante da CGTB no encontro realizado pela Federação
Sindical Mundial (FSM), no Sudão.
O dirigente da CGTB lembrou que “o principal enfrentamento
à devastação do Estado, à implantação do ‘estado mínimo’ e para impedir
a volta à lei da selva partiu dos trabalhadores”. “A sua unidade forjada
na resistência à espoliação dos cartéis galvanizou os mais diversos
setores sociais, fazendo com que amplas forças nacionais e progressistas
passassem à contra-ofensiva”, acrescentou.
De acordo com Paulo Sabóia, neste momento, o progresso
econômico e social passa a ser sustentado pelos países em
desenvolvimento, como China, Índia, Rússia, Brasil, Argentina,
Venezuela, África do Sul, entre outros. “Em 2006, a economia mundial
cresceu 5,4%, sendo que a expansão da economia desses países foi de
7,9%, enquanto a dos países desenvolvidos (EUA, Japão, Alemanha, etc.)
foi de apenas 3,1%”. Na própria estimativa do FMI, ressaltou, “o
crescimento em 2007 foi de 5,2%, sendo China, Rússia e Índia
responsáveis pela metade. Enquanto os EUA - que tem a economia e o
Estado controlados pelas maiores corporações mundiais -, depois do
colapso da pirâmide de papéis podres de hipotecas, está às portas da
recessão”.
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