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Americanos homenageiam Martin Luther King
com conclamação à “unidade contra o racismo
Milhares de pessoas e líderes políticos
participaram da solenidade realizada na Igreja Batista de Atlanta, Georgia,
na segunda-feira 21, feriado nacional nos EUA em homenagem ao líder dos
direitos civis, Martin Luther King Jr, assassinado no dia 4 de abril de
1968. Manifestações em Nova Iorque, Denver, Jena, Miami, e muitas outras,
reverenciaram a memória e reafirmaram a luta vitoriosa de Luther King contra
o racismo.
“Estamos celebrando Martin Luther King Jr., um
campeão da paz em tempos de guerra”, disse Isaac Newton Farris Jr., sobrinho
de King, que conclamou todos a “continuar sua busca pela paz”. Farris pediu
diplomacia, incentivos econômicos e outros esforços não violentos como
“alternativa à intervenção militar para acabar com a guerra no Iraque”.
Luther King foi assassinado aos 39 anos de
idade, em Memphis, Tenesse, e completaria 79 anos este ano. A data de seu
aniversário é 15 de janeiro, e, anualmente, a terceira segunda-feira
tornou-se um dos mais importantes feriados do país.
O ex-presidente Bill Clinton, o pré-candidato
republicano Mick Huckbee e a prefeita de Atlanta, Shirley Franklin, estavam
entre os participantes da cerimônia.
“Martin almejava alto, agia com fé, sonhava e
inspirava a nação. Podemos agir pelo legado de King sem sonhos? Eu acho que
não”, disse a prefeita. “O legado de King deu luz à nossa esperança,
permissão para nossas aspirações e relevância para nossos sonhos”,
acrescentou Shirley Franklin.
Clinton lembrou que em seu governo houve mais
participação de negros do que em todos os governos anteriores juntos “não
por causa de mim, mas por causa da influência de Martin Luther King em minha
vida”.
Luther King organizou e liderou marchas pelo
direito ao voto, o fim da segregação, o fim das discriminações no trabalho e
outros direitos civis básicos. A maior parte destes direitos foi, mais
tarde, agregada à legislação norte-americana com a aprovação da Lei de
Direitos Civis (1964), e da Lei de Direitos Eleitorais (1965).
Em 1967, Luther King fez duras críticas ao papel
que os EUA desempenhavam na guerra do Vietnã. Denunciou que os EUA “estavam
no Vietnã para ocupá-lo como uma colônia” e classificou o governo como “o
maior dissemina-dor de violência no mundo hoje”. No ano seguinte, momentos
antes de uma marcha, quando encontrava-se em um hotel da cidade de Memphis,
foi assassinado a tiros.
A cada ano - especialmente nos sete últimos com
Bush - a percepção da importância de Luther King só tem aumentado.
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