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Presidente Lula anuncia ampliação da linha especial de habitação para o
idoso e crédito consignado com taxa máxima anual de 12%
Ao comemorar com representações dos aposentados,
pensionistas e idosos os 85 anos da Previdência Social, o presidente
Lula anunciou a ampliação do atendimento da linha especial de habitação
para o idoso de 3 para 5% e a redução das taxas de seguros em cerca de
70% para os aposentados.
Na audiência realizada no Planalto no Dia do Aposentado, 24
de janeiro, o presidente comunicou a abertura de convênios do Banco do
Brasil e da Caixa Econômica Federal, com linhas de crédito especial para
empréstimo consignado, cartão de crédito e cartão turismo, com taxa
máxima de 12% ao ano.
De acordo com o presidente do Sintapi/CUT, Epitácio Luiz
Epaminondas (Luizão), na audiência com o presidente, as lideranças do
Ramo - que representam 25,2 milhões de aposentados e pensionistas -,
também unificaram o discurso em defesa da Farmácia Popular, que
disponibiliza remédios com até 90% de desconto. “A acessibilidade dos
aposentados ainda é muito restrita e acreditamos que, com o apoio das
nossas entidades, podemos multiplicar as farmácias populares”, revelou.
Entre outras questões que ficaram “bem adiantadas”,
ressaltou Luizão, está a constituição quadripartite do Conselho Nacional
de Seguridade Social, desmantelado por Fernando Henrique, e a
necessidade do cálculo do reajuste das aposentadorias levar em conta o
índice da inflação da terceira idade, o IGP-3i, já calculado pela FGV,
ou ser reajustado pelo INPC mais a variação do PIB. “É claro que
voltamos a bater na necessidade do governo pôr fim ao fator
previdenciário, que é um perverso mecanismo de arrocho dos benefícios,
criado pelos tucanos, que infelizmente continua sendo mantido por uma
visão completamente fiscalista, anti-social”, declarou.
O presidente do Sintapi/CUT acrescentou que “a luta pela
reposição integral das perdas e por aumento real nos benefícios dos que
ganham acima do salário mínimo é um compromisso e vamos continuar
negociando com o governo, amparados pela pressão das mobilizações na
nossa base”.
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