Movimentos sociais fazem do centro
da capital paulista palco contra Bush e o imperialismo
No Dia de Ação e Mobilização Global, promovido pelo Fórum
Social Mundial, o centro da capital paulista foi transformado num grande palco
contra o imperialismo, o neoliberalismo e a barbárie.
Convocados pela Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS),
os manifestantes participaram do gigantesco confronto cênico ridicularizando o
discurso da elite branca, identificando no ato o império, FMI, Davos, o G8 e as
transnacionais.
No ataque, a unidade de todos os movimentos sociais em
defesa da reforma agrária, da agricultura familiar, da integração
latino-americana, da soberania energética, do emprego, dos serviços e dos
servidores públicos, da Previdência, dos direitos sociais e trabalhistas, de
maior taxação dos bancos...
De acordo com Antonio Carlos Spis, da executiva nacional da
CUT e da CMS, a realização de um ato com esta pujança, sábado, no centro da
capital, após um feriado (São Paulo comemorou 454 anos no dia 25 de janeiro),
demonstra a capacidade de mobilização do movimento sindical, social e
estudantil, e o diálogo que as bandeiras do Fórum Social Mundial estabeleceram
com a sociedade. “No Brasil inteiro, em cerca de 20 capitais, estamos realizando
ações afirmando que um outro mundo é possível, com paz, soberania,
desenvolvimento e justiça social. Estamos de mãos dadas em quase uma centena de
países para dizer não à violência, à exploração, ao desastre ambiental e à
negação de direitos, para dizer um sim à vida e à igualdade, para dizer não ao
imperialismo norte-americano”, ressaltou Spis.
Entre outros, participaram do evento militantes da UNE,
UBES, CGTB, CTB, CNAB, Conem, Conam, Marcha Mundial de Mulheres, Movimento de
Teatro de Rua, Rede Paulista pela Democratização da Comunicação e da Cultura,
Articulação Mulher e Mídia, Cebrapaz e Intervozes.
No final do evento, os manifestantes abriram uma faixa
sintetizando o compromisso coletivo na luta pela construção de um novo mundo:
“Abaixo o imperialismo, viva o socialismo!”