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Barack Obama obtém
sua maior vitória e o apoio dos Kennedys
Ao anunciar
seu apoio no dia 28, o senador Ted Kennedy afirmou que “Obama é um homem com
dons extraordinários de liderança e caráter. Sinto a mudança no ar”. Nas
primárias da Carolina do Sul, Obama obteve 55%, Hillary 27% e Edwards 18%
Após conquistar nas primárias da Carolina do Sul
o que a BBC considerou “uma vitória consagradora”, o pré-candidato democrata
Barack Obama recebeu um importante reforço à sua campanha, o apoio do
senador Edward Kennedy. Nas primárias da Carolina do Sul, Obama obteve 55%
dos votos; a senadora Hillary Clinton, 27%; e o ex-vice na candidatura Kerry,
John Edwards, 18%. Ao anunciar seu apoio, durante um comício em Washington,
na segunda-feira dia 28, o senador Kennedy afirmou que Obama “é um homem com
dons extraordinários de liderança e caráter. Sinto a mudança no ar”. A
partir de agora, o último irmão ainda vivo do assassinado presidente John F.
Kennedy irá participar da campanha de Obama, assim como seu filho, o
deputado de Rhode Island, Patrick Kennedy.
MOTIVAÇÃO
Caroline, a filha de JFK, também manifestou seu
apoio a Obama, em artigo no “The New York Times”. “Nunca tive um presidente
que me motivasse da mesma forma que as pessoas dizem que meu pai as
motivou”, destacou. “Pela primeira vez, creio ter encontrado o homem que
pode ser esse presidente, não só para mim como para toda uma geração de
americanos.” Nas vésperas da primária da Carolina do Sul, tentando socorrer
a candidatura de Hillary, o ex-presidente Bill Clinton havia apresentado
Obama como “um conto de fadas” e questionado suas posições contra a guerra.
Um dos motivos que impulsionou sua campanha foi o fato de, ao contrário de
outros democratas, e da própria Hillary, jamais ter votado a favor da
invasão do Iraque.
No início de janeiro, quem havia prestado seu
apoio a Obama fora o ex-candidato democrata a presidente nas eleições
passadas, o senador John Kerry. Em seu discurso, o senador lembrou Martin
Luther King sobre “ser sempre a hora certa para fazer o que é certo”. “Eu
quero que todos saibam que tenho a confiança de que Barack Obama pode ser,
deveria ser e será o próximo presidente dos Estados Unidos.” Após dizer que
respeita outros candidatos, Kerry acrescentou acreditar que “mais que
qualquer outro, Barack Obama pode ajudar o nosso país a virar a página e
fazer com que os Estados Unidos avancem, se unam e ponham fim às divisões
que enfrentamos”.
ESPERANÇA
Num país assolado pela crise econômica, atolado
na guerra de Bush no Iraque e ainda marcado pelo preconceito racial, o
candidato negro Obama tem conseguido se apresentar como candidato de todos
os norte-americanos, o candidato da esperança e da mudança. Durante seu
discurso da vitória na Carolina do Sul, ele afirmou que essa eleição “não
irá opor negros e brancos, ela opõe o passado e o futuro”. “Nós obtivemos a
mais diversificada coalizão já vista em muito tempo, latinos, asiáticos e
indígenas americanos, negros e brancos”, ressaltou. Ele acrescentou, também,
que sua candidatura conseguiu até aqui “o maior número de votos e o maior
número de delegados”.
Nas primárias de sábado no estado, metade dos
eleitores inscritos era de negros, sendo que Obama conquistou 78% dos votos
deles, contra 19% de Hillary. Entre os eleitores brancos, os dois
conquistaram o mesmo percentual, 25% do total. Obama também advertiu sobre a
subida de tom, entre os próprios democratas, durante a disputa nas
primárias. “Esse tipo de divisão é ruim para nosso partido e nosso país. Nós
somos contra a idéia de que vale a pena dizer ou fazer qualquer coisa para
se ganhar uma eleição”.
A vitória e a obtenção de apoios desse peso
político turbinam Obama para a disputa da chamada “super terça-feira”, que
irá acontecer no dia 5 de fevereiro, com primárias simultâneas em mais de 20
estados. De acordo com a mídia dos EUA, a expectativa de Hillary é de que as
pesquisas, que a colocam como favorita nos grandes colégios eleitorais, como
Nova Iorque e Califórnia, finalmente passem a acertar.
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