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Lula e Cabral
iniciam construção do Complexo Petroquímico do Rio
Após evento,
presidente da República seguiu para Duque de Caxias, na Baixada Fluminense,
para lançar mais um conjunto de obras do PAC

O que está
acontecendo aqui ajuda a mudar a política industrial do Brasil. Eu vou repetir o
número: 8,4 bilhões de dólares”, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva,
durante o ato que marcou o início das obras do Complexo Petroquímico do Rio de
Janeiro (Comperj), em Itaboraí.
Lula destacou o
esforço do governador Sérgio Cabral (PMDB), dos prefeitos da região e da
Petrobrás para a efetivação do empreendimento, que será construído numa área de
45 milhões de metros quadrados, localizada nesse município fluminense.
“A partir de agora,
vocês vão ver muitas máquinas trabalhando aqui. Mais importante ainda é a gente
fazer uma retrospectiva do que aconteceu nesses últimos quatro anos aqui no Rio
de Janeiro. Primeiro, a indústria naval do Rio de Janeiro foi, finalmente,
recuperada. Os estaleiros estão funcionando, as plataformas estão sendo feitas
aqui, grandes navios estão sendo feitos aqui, e uma indústria que já foi a
segunda indústria naval do mundo, após ter desaparecido, volta a se transformar
numa grande indústria naval. E agora, este Pólo aqui”, destacou o presidente.
200
MIL EMPREGOS
O Comperj, com
previsão para entrar em operação no início de 2012, tem como meta o crescimento
da produção nacional de produtos petroquímicos. O complexo deverá processar
cerca de 150 mil barris/dia de petróleo pesado. Segundo a Petrobrás, a
implantação do complexo vai estimular a instalação de indústrias que têm
produtos petroquímicos como matérias-primas, devendo gerar em torno de 212 mil
empregos diretos e indiretos.
“Eu estou convencido
de que o Rio de Janeiro, depois dessa experiência, depois do Pólo Siderúrgico,
depois da indústria naval, vai se transformar, não apenas no mais belo estado
turístico do País, mas num grande estado industrial”, disse.
Em Duque de Caxias
(RJ), durante assinatura de ordens de serviço de obras do PAC no valor de R$ 1,6
bilhão, o presidente disse que era um momento de glória para a Baixada
Fluminense.
“O que nós queremos
é melhorar as condições de casa, o que nós queremos é melhorar as ruas, o que
nós queremos é tentar acabar com as favelas neste País, construindo casas
decentes para as pessoas morarem, o que nós queremos é levar para os lugares
mais pobres, hospital, escola, luz elétrica, centro de lazer, centro de
atividade cultural. É o Estado, pela primeira vez, entrando nos lugares em que,
até então, só poucos bandidos entravam para chantagear a sociedade, às vezes
para cobrar até pedágio”, frisou.
“Eu termino o meu
mandato agora, em 2011, dia 1º. Agora, o que é importante saber é que nós
precisamos, daqui para frente, organizar a sociedade para não permitir que este
País tenha o retrocesso. Vocês estão lembrados: a gente queria colocar 40
bilhões a mais na Saúde, eles derrotaram a CPMF, derrotaram para a gente não ter
40 bilhões a mais. Mas, de qualquer forma, nós vamos levar esse dinheiro, vamos
melhorar a Saúde. Nós vamos começar um programa chamado ‘Saúde da Família nas
Escolas’, vamos levar médico para cuidar das crianças nas escolas: dentistas,
oftalmologistas, otorrinos, para começar a cuidar da criança na escola”,
ressaltou.
Na semana passada,
em Delmiro Gouveia (AL), o presidente destacou a atuação do ex-presidente do
Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que foi alvo da mídia antidemocrática.
Segundo Lula, “vocês
não precisam aceitar que as denúncias dos nossos adversários virem verdades
absolutas para que os nossos amigos virem nossos adversários. É preciso saber
quem está acusando quem e qual o tipo do crime que se cometeu, porque eu terei
muita vergonha de ser denunciado por um erro, por uma mulher ou por um homem
honestos. Teria muita vergonha e talvez nem sairia à rua. Mas não vou permitir
que alguém que não tenha moral de fazer crítica a alguém, possa fazer com que eu
rompa a amizade com o companheiro que me ajudou durante tanto tempo, como o
companheiro Renan Calheiros ajudou no Senado da República”.
SUBPRIME
Em outro evento no
Nordeste, no Fórum Empresarial Brasil-México, Lula disse que, em relação à
economia, é preciso fazer duas coisas: fazer com que a sociedade continue
acreditando que o Brasil pode crescer e ficar de olho na economia
norte-americana.
“Essa crise
americana pode não ser tão grande como a gente imagina, mas pode ser maior do
que a gente imagina”, afirmou o presidente.
Lula observou que
“lá eles falam subprime, se fosse aqui no Brasil era caloteiro. Então, nós
estamos de olho para que o Brasil e os países que estão crescendo na América
Latina não sejam vítimas da crise americana”.
“Eu, pessoalmente, liguei duas vezes para o
presidente Bush”, disse Lula. “Eu soube que ele ficou meio chateado porque eu
tinha falado com o Gordon Brown, tinha dado uma declaração na imprensa
brasileira sendo duro com os Estados Unidos. Ele falou com o Gordon Brown, meio
chateado, e eu liguei para ele para falar - Bush, o problema é o seguinte, meu
filho: nós ficamos 26 anos sem crescer, agora que a gente está crescendo você
vem atrapalhar? Resolve a tua crise”. |