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Política
industrial voltada a abastecer o mercado interno
O governo federal
deve anunciar nos próximos dias a nova política industrial para incentivar a
produção nacional, com objetivo de atender a demanda interna e substituir as
importações. Entre as medidas, ampliação dos financiamentos do BNDES e das
compras governamentais, além da redução de impostos em vários setores. A
previsão é que sejam disponibilizados R$ 251,6 bilhões para a indústria investir
em aumento da oferta de produtos até 2010.
A nova política
industrial será voltada para 24 setores da economia, divididos em três grupos. O
primeiro deles, classificado como estratégico, engloba áreas como saúde,
energia, tecnologias de informação e comunicação, defesa, nanotecnologia e
biotecnologia. O segundo envolve 12 áreas, entre elas complexo automotivo; bens
de capital; têxtil e confecções; madeira e móveis; higiene e perfumaria;
construção civil; complexo de serviços; indústria naval e de cabotagem; calçados
e artefatos em couro; agroindústria e plásticos. Já no terceiro grupo estão
concentrados setores como aeronáutico, mineração, siderurgia, papel e celulose,
petroquímica e carnes.
O ministro da
Fazenda, Guido Mantega, ao anunciar a elaboração do plano, afirmou que o
objetivo é ampliar a capacidade produtiva do país para continuar garantindo o
consumo das famílias e o crescimento econômico: “Podemos criar condições mais
favoráveis para setores que precisam crescer mais”.
Com a nova política industrial, o governo
pretende ampliar, até 2010, a taxa de investimento da economia (Formação Bruta
de Capital Fixo), de 18,6% para 21% do PIB. No mesmo período, aumentar de 0,51%
para 0,65% do PIB (R$ 18,2 bilhões) os investimentos do setor privado em
pesquisa e desenvolvimento; e a participação do Brasil no comércio internacional
de 1,15% para 1,25%. O plano prevê ainda a ampliação do número de micro e
pequenas empresas exportadoras. |