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“Só energia
nova”, diz BNDES após negativa ao leilão da Cesp
O
presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES),
Luciano Coutinho, explicou na semana passada que existiram dois motivos para
a negativa do banco em financiar a compra da Cesp pelas empresas que se
inscreveram no leilão.
O primeiro
motivo foi a orientação geral do governo de que “a grande prioridade é criar
energia nova”, conforme disse Coutinho durante a assinatura do contrato de
financiamento para a hidrelétrica de Simplício (divisa de MG com o RJ), que
será construída por Furnas e entrará em operação em 2010.
Como declarou o
presidente de Furnas, Luiz Paulo Conde, “eu quis entrar no leilão da Cesp e
o ministro [Lobão] disse: ‘Conde, só energia nova. Não se preocupe com
energia existente”.
O segundo
motivo, de acordo com o presidente do BNDES, é que o governador de São
Paulo, José Serra, fez o pedido de financiamento em cima da hora.
“Não foi um
processo solicitado a tempo”, disse. “Não havia tempo para preparar” o
processo que envolvia o estabelecimento e publicação das condições de oferta
de financiamento.
O BNDES tem em
carteira 105 projetos da área de energia, somando financiamentos de R$ 36,9
bilhões que possibilitarão investimentos totais de R$ 62,8 bilhões.
Desse total, 65
já foram aprovados, equivalentes a R$ 16,5 bilhões.
Segundo
dados do Banco, a usina Simplício terá capacidade de geração de 333,7 MW,
energia suficiente para abastecer uma cidade de 1,5 milhão de habitantes. |