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Presidente da Síria abre 20ª Cúpula Árabe
realizada em Damasco
Assad convoca unidade árabe contra ocupação da Palestina e do Iraque
A
20ª Cúpula Árabe, que terminou no domingo, 30, em Damasco, exigiu o fim dos
ataques de Israel à Faixa de Gaza, classificados como “crimes de guerra” e
reiterou o apoio à formação do Estado Palestino com capital em Jerusalém
Oriental.
O encontro também exigiu o “rápido fim” da ocupação
norte-americana no Iraque e apoiou os esforços dos que lutam pela soberania
e unidade do país.
O presidente sírio, Bashar al-Assad, durante seu discurso
de abertura, denunciou as agressões israelenses à Palestina e o “bloqueio a
Gaza, matando mulheres e crianças. Todos nos lembramos do massacre de Jenin
[razia naziisraelense ocorrida em 2002 na cidade palestina localizada na
Cisjordânia, onde foram assassinados mais de 50 palestinos, em algumas
horas, em plena Páscoa judaica] quando centenas de mártires foram mortos
pelos israelenses. Israel continua construindo assentamentos e construiu um
muro racista”.
Bashar al-Assad também condenou as contínuas “agressões
israelenses ao Líbano e à Síria, com sua política de assassinatos” e disse
que seu país “está totalmente preparado para cooperar com esforços árabes e
não árabes” para ajudar a solucionar a crise libanesa que impede, desde
novembro, a escolha de um novo presidente no país.
“A chave para uma solução está nas mãos dos próprios
libaneses. Eles têm sua pátria, suas instituições e Constituição”, defendeu
o presidente Sírio.
A declaração final da Cúpula de Damasco, lida ao fim do
encontro de dois dias por Amr Musa, secretário-geral da Liga Árabe - que
congrega 22 países, também manifestou repúdio à ingerência externa sobre o
Líbano e propõe “um governo de unidade nacional” para acabar com a crise.
Os EUA tentam responsabilizar a Síria pelo impasse
institucional no Líbano e “fizeram tudo o que puderam para impedir a
realização da cúpula, mas fracassaram”, afirmou o chanceler sírio, Walid
Muallen. “Seu objetivo é dividir o mundo árabe”, acrescentou.
A declaração final também manifestou “apoio à iniciativa
árabe de ajudar o Líbano e corrobora os esforços da do secretário-geral da
Liga Árabe de encorajar as partes libanesas a encontrar um consenso para
solucionar essa crise para que a segurança, a unidade e a estabilidade do
país sejam preservadas”.
Os dirigentes árabes, reunidos em
Damasco, destacaram que a contínua agressão israelense mina as
possibilidades de paz. A declaração final destaca que a iniciativa árabe
pela paz (proposta de troca de paz e reconhecimento de Israel por retirada
das tropas de ocupação dos territórios árabes, aprovada na Cúpula Árabe de
2002, em Beirute) poderá ser revogada caso os israelenses prossigam
agredindo e assaltando terras palestinas.
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