|
Jornalistas realizam “Encontro contra o
Terrorismo Midiático”
“Jornalistas, comunicadores e estudiosos de comunicação da
América Latina, Caribe e Canadá, reunidos em Caracas, neste primeiro
Encontro Latino-Americano contra o Terrorismo Midiático, denunciamos o uso
da falsificação das transnacionais informativas como uma agressão massiva e
permanente contra os povos e governos que lutam pela paz, a justiça e a
inclusão”, assinala o documento final do evento realizado nos dias 27 e 30
de março.
Os participantes exortaram os chefes de Estado da região a
incluir o tema em todas as reuniões e foros internacionais.
Representantes da Agência Bolivariana de Notícias (ABN, da
Venezuela), a Agência Boliviana de Informação (ABI, da Bolívia), Télam (da
Argentina) e Prensa Latina (de Cuba) participaram no domingo último num
painel sobre o papel que devem jogar estes organismos - de caráter estatal -
para fazer frente à agressão das grandes empresas informativas, pautadas
desde Washington.
“Não queremos – e não devemos - reproduzir o que acontece
na Venezuela ou o que se passa na Bolívia com o olhar das agências
internacionais norte-americanas ou européias. É um atraso para nós saber do
que aqui acontece, ou do que acontece na Bolívia, através da DPA, da CNN, da
ANSA ou AFP, por citar só uns exemplos”, assinalou o vice-presidente da
Télam, Felipe Yapur.
O jornalista argentino destacou: “devemos começar pelo que
existe, e será muito bom trabalhar com as orientações e linhas de ação que
sairão deste encontro para nos informar de forma independente e nos manter
em contato para ter iniciativa nos embates com o terrorismo midiático”.
O diretor da ABI, Grover Cardoso, denunciou o
posicionamento político contra o governo, a favor dos interesses dos que
durante muitos anos se beneficiaram do saque da principal riqueza do país, o
gás. “Levavam nossas riquezas apoiados nas estratégias terroristas dos
grandes meios de comunicação internacionais e nacionais, muitos dos quais
são propriedade deles”, mostrou.
O jornalista da agência cubana Prensa Latina, Mario
Esquivel propôs a criação de um projeto comunicativo que se contraponha às
agências noticiosas pautadas pelos interesses imperialistas. |