|
Lula defende o
enfrentamento aos entraves do crescimento na elaboração da política industrial
O
presidente Lula afirmou nesta terça-feira (1º), durante reunião do Conselho de
Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), em Brasília, que o ciclo de
crescimento da economia brasileira deve continuar, baseado na elevação do
consumo e na oferta de crédito, combinados com aumento simultâneo da produção.
“É muito importante
o crédito continuar crescendo, o consumo continuar crescendo, mas todo mundo
sabe que é importante que cresçam os espaços na fábrica para produzir”,
defendeu.
“Espero que a
indústria automobilística faça muitos investimentos, que o comércio continue
vendendo muito mais, porque quando o comércio vende do jeito que está vendendo,
eu sei que a comida está chegando à boca do pobre, e quando está chegando à boca
do pobre a gente percebe que ele vai aos atos públicos mais feliz, mais alegre.
Eu acho que é este País que nós poderemos consolidar”, disse, assinalando a
necessidade da adoção de políticas especiais para atender a demanda.
Lula destacou que é
preciso enfrentar os entraves ao crescimento da produção, “porque na hora em que
houver um descompasso, todos nós sabemos que o risco é muito grande e já vivemos
isso em outras vezes. Então, vamos descobrir quais os gargalos, incentivar,
criar”. “Não há espaço para retroceder e não há disposição. Naquilo que depender
do governo, podem ficar tranqüilos, que a gente vai levar avante”.
Nesse sentido, o
presidente confirmou que em 15 dias o governo deverá lançar o programa de
política industrial. “Ela vai dar uma direção e vai mostrar que acabou o tempo
em que a gente achava que a própria sorte do mercado iria definir que tipo de
política industrial nós queríamos”, sublinhou. Ele ressaltou que a idéia é
definir as diretrizes para que haja “um projeto delineado, como pretendemos
apresentar agora, e eu acho que isso é extremamente importante para o Brasil”.
Lula também rechaçou
a cantilena da oposição contra as obras do PAC (Programa de Aceleração do
Crescimento), reiterando ele e os membros do governo vão continuar viajando pelo
Brasil para executar as ações do programa.
“É um tipo de gente que trabalha para que não
acontecer coisas de bem neste país porque não foi ela que criou”, afirmou,
lembrando que muita gente não tem noção do que o PAC representa. “Hoje, eu diria
que em quase todos os estados, pelo menos em metade ou 60% dos municípios tem
alguma obra em andamento. Isso significa que a construção civil vai trabalhar
mais do que já trabalhou em qualquer outro momento, que a economia vai crescer”,
frisou. |