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200
delegados, de 58 Sindicatos, no Congresso da CGTB-MG:
Reduzir os juros e a
jornada para gerar emprego e renda
Presidente estadual da CGTB-MG, Cosme Nogueira sublinha compromisso da Central
com o desenvolvimento nacional e frisa que “campanhas pela ratificação das
Convenções 151 e 158 da OIT, em defesa da Seguridade Social e pelo fim do fator
previdenciário vão ser levadas a todas cidades de Minas Gerais”
Defesa
da Seguridade Social pública e fim do fator previdenciário, que arrocha as
aposentadorias; apoio ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC); redução da
taxa de juros e ratificação de duas Convenções da OIT, a 151 (que estabelece a
negociação coletiva no setor público) e a 158 (que coíbe a demissão imotivada).
Estas foram as bandeiras levantadas no 3º Congresso estadual da CGTB-MG (Central
Geral dos Trabalhadores do Brasil), que reuniu nos dias 28 e 29 de março, no
Sesc de Juiz de Fora, mais de 200 delegados, representando 58 sindicatos.
Em
expressivo e representativo evento, os delegados destacaram o crescimento da
entidade no Estado, somando representantes dos servidores públicos, da indústria
de alimentação, frentistas, rurais, trabalhadores em cooperativas,
movimentadores de mercadorias, jornalistas, taxistas, técnicos em odontologia e
empregados em edifícios, entre outros.
Aclamado por unanimidade pelos congressistas, o novo presidente da CGTB-MG,
Cosme Nogueira, afirmou que o Congresso “foi muito bom pela riqueza dos temas
abordados, pela grande participação de sindicatos, representando o coroamento do
trabalho de crescimento da CGTB em Minas, baseado na defesa dos interesses dos
trabalhadores”.
Cosme,
que também preside o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Juiz de
Fora, é diretor regional da Federação e da Confederação dos Servidores Públicos
do Brasil (CSPB). Ele destacou que a nova diretoria tomará posse na luta,
levando mais longe as reivindicações da Central, como a campanha pela redução da
jornada de trabalho, pela ratificação das resoluções 151 e 158 da OIT e a
realização do 1º de Maio unitário. “Onde houver qualquer injustiça contra o
trabalhador, onde os direitos trabalhistas não estiverem sendo respeitados ou
quando precisarmos avançar nas conquistas, lá estará a CGTB de Minas”, apontou.
Uma das
tarefas imediatas na nova diretoria é a implantação das regionais da entidade
para facilitar o contato com os trabalhadores, prestar maior assistência aos
sindicatos e ampliar a campanha de filiação. “Nosso Estado é muito grande. As
regionais irão agilizar o nosso trabalho, possibilitando que a CGTB esteja
presente em todos os cantos de Minas Gerais”, concluiu Cosme.
DEBATES
No
decorrer dos dois dias de Congresso, os delegados participaram de uma série de
painéis e exposições que abordaram temas como a valorização dos servidores
públicos e a criação de uma legislação específica que regulamente as relações de
trabalho, como o direito à negociação coletiva. O plenário também se posicionou
pela redução dos juros e do superávit primário; pela reforma tributária - com
ênfase para a desoneração da folha de pagamento -, em defesa da Previdência
Pública e pelo fortalecimento da Seguridade Social, além dos problemas
específicos das categorias que integram a central.
O
presidente nacional da CGTB, Antonio Neto, e o tesoureiro nacional, Lindolfo
Santos, participaram do Congresso como palestrantes e falaram sobre os temas de
organização sindical e fortalecimento do sistema de Seguridade Social. Destes
tópicos também contribuíram para o debate Marcos Penido, diretor da Fesempre, e
Osmir Bertazzoni, diretor da CSPB.
Entre
os painelistas que participaram do Congresso estavam o assessor da
Secretaria-Geral da Presidência da República, Maurício Dutra Garcia, e a
professora Maria Margarida Martins Salomão, ex-reitora da UFJF, que abordaram a
relação do PAC com a distribuição de renda. No painel “Turismo social, interno e
popular para o Trabalhador”, participaram como expositores o presidente da
Associação Brasileira dos Profissionais em Turismo, Miguel Ribeiro Gomide, o
ex-secretário de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de Juiz de Fora, João
Carlos Vitor Garcia, e Waldir Ferreira, presidente da CGTB-DF.
Os
delegados aprovaram uma série de moções e resoluções como a defesa da melhoria
do Sistema Único de Saúde, pela redução da jornada de trabalho, pela
reestatização da Vale do Rio Doce, pelo fortalecimento dos servidores públicos,
a ampliação da licença maternidade, pela criação do salário mínimo regional de
Minas Gerais, em defesa da construção de Angra 3, e apoio à regulamentação da
profissão de categorias como técnicos em odontologia e movimentadores de
mercadorias. |