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CARTAS
horadopovo@horadopovo.com.br
Dengue
I
É impressionante a
atitude do prefeito do Rio, César Maia, em relação à epidemia de dengue no
município. Um fato tão evidente, e ele sequer admite a epidemia e que a
situação está grave. Isso tudo apenas para fugir da responsabilidade e não
assumir os problemas de saúde do seu governo.
Lúcia Maria,
por correio eletrônico
Dengue II
Pela visibilidade
de nossa querida cidade, a epidemia de dengue no Rio de Janeiro é notícia
com destaque na mídia estrangeira e dentre os vários estragos causados,
agora provoca o cancelamento de um simpósio sobre câncer que se realizaria
por estes dias no Rio, com a presença de mais de 500 médicos e que
certamente seria um indutor do turismo receptivo. Não é à toa que esta
caindo por gravidade a popularidade do prefeito Cesar Maia, cuja gestão
temerária e irresponsável está recebendo sua pior avaliação, conforme
recente pesquisa DataFolha.
É claro que outras
insanidades são debitadas ao alcaide dos factóides, mas deixar a cidade de
pernas pro ar, aumentando em doses cavalares os tributos municipais e
deixando avançar de forma acelerada a favelização, é claro que, junto com a
falta de saneamento básico (e outras coisas mais), fica formado um clima
propício ao purgatório da beleza e do caos.
Para nós, filhos e
apaixonados pela cidade maravilhosa, resta partir para um devaneio inspirado
no ponto de vista de um empresário de marketing paulista (isso mesmo que
você leu, paulista), que já editou vários livros sobre o tema da volta do
Rio como capital Federal. Em abono de seu alvitre, alega o empresário que
Brasília já cumpriu sua meta de interiorização colimada e o retorno da
capital Federal para o RJ seria uma jogada de mestre para solucionar os
graves problemas enfrentados por nossa cidade natal.
Voltando à terra,
ou seja, à realidade nua e crua, só nos resta rezar pedindo proteção a papai
do céu. Tá feia a coisa!
Fernando Cezar,
por correio eletrônico.
Dengue III
Estou estarrecida
com a situação da saúde na minha cidade, o Rio de Janeiro. É uma verdadeira
calamidade que se abateu sobre nós. Na minha família, três pessoas estão com
dengue no momento, fora eu que estive doente no início do ano, e agora morro
de medo de pegar a doença novamente. As autoridades precisam tomar
providências urgentes.
Luana de
Freitas, por correio eletrônico
Transporte em
SP
Está cada vez mais
difícil a situação do trânsito em São Paulo, principalmente para nós que
andamos de ônibus para cima e para baixo. Não é possível que a população
tenha que passar por isso. Os ônibus estão cada vez mais devagar, sem falar
no metrô e o descaso do governo estadual, com a falta de manutenção,
ocorrências de problemas quase todos os dias, etc. É responsabilidade do
governo do Estado e da prefeitura investir e garantir ao povo trabalhador
deste estado transporte público eficiente e de qualidade.
Mônica Sostine,
São Paulo.
Ianques
Tenho quarenta
anos e acompanho a política internacional desde os meus dezoito anos. Vejo
envergonhado o mundo se curvando ao império americano, os malditos conseguem
criar uma guerra de dez em dez anos apenas para troca de armamento bélico.
Eu peço a Deus que me perdoe, mas o planeta só será bom quando o Senhor
permitir a destruição dos ianques, ou eles destruirão até o Senhor.
Também gostaria de
aproveitar para parabenizar o Sr. Hussein, não sei se ele é libanês ou
sírio, mas é um homem de coerência. Sou filho de sírio druzo, da cidade de
Suweida, tenho parentes nascidos no Líbano, mas não consigo entender como
são facilmente influenciados. Estive em 95 no Líbano e nas ruas apenas
agradecimentos pelo fato da Síria estar lá, por ter tirado israel de lá, por
evitar naquele momento uma guerra civil.
Estive em um
bairro cristão, no qual foi naquela época o único lugar em que não fui bem
recebido, não por ser sírio mas por ser druzo. Acompanho há muitos anos o
problema do Líbano e cheguei a uma triste conclusão; Walid Jumblat recebeu
apóio da Síria que o ajudou efetivamente, e o mesmo traiu a Síria, até seu
povo druzo do Líbano. E para mim quem começou a guerra do Líbano foram os
cristãos. O Líbano só será dos libaneses quando os libaneses se
conscientizarem que em primeiro lugar eles são árabes, depois libaneses e
depois druzos, ou cristãos ou muçulmanos. Eu, por exemplo, sou árabe, depois
sírio e depois druzo. Sempre convivi com meus irmãos muçulmanos e nunca tive
problemas, sejam eles sírios ou libaneses. Saudações para todos.
Feissad Imad,
por correio eletrônico. |