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Representante do Zimbábue na ONU destaca trabalho que
Mugabe tem a fazer pelo país
O
embaixador do Zimbábue na ONU, Boniface Chidiausiku, declarou que
“Mugabe ainda tem muito trabalho a fazer para pôr fim à crise econômica
causada por forças externas”.
Até o fechamento desta edição não haviam sido
divulgados os resultados das eleições presidenciais no Zimbábue, mas
eles apontam para um provável segundo turno, uma vez que nenhum
candidato deve obter mais de 50% dos votos.
A se repetirem os reslutados das eleições para o
parlamento, Robert Mugabe deve disputar o segundo turno.
Para o parlamento, os resultados dão ao partido
oposicionista MDC, segundo a Comissão Eleitoral, 99 cadeiras enquanto o
de Mugabe, o partido Zanu, obteve 97.
A margem irrisória num país onde o governo é
presidencialista, foi o suficiente para que um bando de
ex-latifundiários, das antes denominadas de fazendas Paarl, Impofu e
Bougainvillea, se reunissem no Selous Country Club para celebrar o
resultado dizendo que teriam suas ‘fazendas’ de volta conforme denunciou
o líder da Associação de Veteranos da Guerra de Libertação Nacional do
Zimbábue em Chegutu, Edmore Matanhike.
O chefe do MDC, Morgan Tsvangirai, havia
prometido através das páginas do Wall Street Journal, hoje sob a posse
do escroque Murdoch, a devolução aos latifundiários, ex-colonos brancos
das terras distribuídas por Mugabe aos camponeses pobres, caso vencesse
a eleição.
INGLESES
A campanha de Tsvangirai foi regada com dinheiro
da Inglaterra. Na véspera da eleição, um helicóptero, dirigido por um
piloto inglês foi detido na capital Harare, abarrotado de material para
sua campanha.
Antes do resultado oficial ser divulgado o
primeiro ministro da Inglaterra, Gordon Brown, abriu seu apoio a
Tsvangirai ‘exigindo’ a divulgação dos resultados das eleições que
dariam a “vitória à oposição”. Na véspera da eleição Brown afirmou que a
“ajuda” ao Zimbábue iria ocorrer no caso de vitória de Tsvangirai.
“A BBC está quase histérica sobre a ‘demora’ no
anúncio dos resultados pelo Comissão Eleitoral do Zimbábue”, escreve
Caesar Zvayi, no jornal “The Herald” do Zimbábue.
Ele lembra que foi “o assim denominado
West-minster Fund for Demo-cracy que bancou o lançamento do MDC em
setembro de 1999 depois do governo do Zimbábue haver anunciado que
desapropriaria as fazendas dos colonos brancos para redis-tribuir as
terras entre as famílias de africanos sem terra”.
O ministro de Relações Exteriores da Inglaterra,
David Miliband, ao falar em um programa da BBC declarou: “para o mundo o
prazo já espirou. O mundo deve se colocar de pé e ombro a ombro com o
espírito de democracia que se expressou no Zimbábue e que está para ser
vilipendiado pelo presidente Mugabe e sua turma”. |