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Tsvangirai apoiou sanções imperiais contra o Zimbábue
Tsvangirai não só apoiou todas as sanções contra
a economia do Zimbábue como ainda pediu ao presidente da África do Sul,
Thabo Mbeki, que cortasse a venda de combustível e eletricidade ao país, no
que felizmente não foi atendido.
“As medidas arrogantes e vergonhosas do
imperialismo para afetar os resultados no Zimbábue não podem ser
subestimadas. Querem Mugabe fora pelo menos nos últimos 10 anos”, declara o
jornalista Netfa Freeman, co-produtor do programa de rádio Voices With Vison,
irradiado na cidade de Washington.
Ele alerta que “aqueles que pensam que os
governos da Inglaterra e dos EUA confinam sua ojeriza a um país independente
apenas à denuncia e às palavras, naufragam na maior estupidez”.
“Fosse esse o caso, eles se bastariam com falar
de forma negativa sobre Sadam Hussein e não teriam invadido o Iraque, ou
orquestrado um golpe contra Kwame Nkrumah [líder da libertação de Gana e
idealizador do pan-africa-nismo], ou assassinado Patrício Lumumba, ou
bombardeado a Líbia”.
“Alguns [na imprensa] se disseram surpresos
quando, em 5 de abril de 2007, o Departamento de Estado dos EUA admitiu o
patrocínio da oposição no Zimbábue. Mas as permissões para este tipo de
política já faziam parte do texto da lei hipócrita norte-americana [aprovada
pelo Congresso] denominada Lei pela Recuperação Econômica e da Democracia no
Zimbábue”, diz Freeman.
“É por isso que os ‘ativistas da sociedade
civil’ sustentados pelo imperialismo parecem surrealistas ao falarem ou
escreverem sobre figuras que lideram a oposição ao presidente Mugabe. Falam
de Morgan Tsvangirai e sua facção do MDC como se ele não fosse a mesma
pessoa que planejou o assassinato do presidente do Zimbábue como prelúdio
para um golpe; como se não fosse usual para Tsvangirai ser flan-queado por
marginais que andaram aterrorizando as populações em áreas urbanas há apenas
um ano, incendiando ônibus, kombis, dormitórios de polícia e atacando
cidadãos nas ruas. Tudo parte do modus operandi imperial para fazer o
Zimbábue ingovernável”.
“Os suspeitos detratores usuais mais
frequentemente listam os resultados das sanções econômicas impostas sobre o
Zimbábue pelos EUA e Inglaterra sem fazer nenhuma menção a estas sanções”,
acrescenta Freeman.
“O resultado das sanções foi severo. As divisas
mergulharam em direção a zero e o investimento no Zimbábue caiu de uma hora
para outra em 99%. A inflação explodiu, a falta repentina de moeda externa
devastou o setor industrial causando desemprego, que cresceu a 70%. Estes
fatores – a campanha externa para incapacitar a economia do Zimbábue – são
raramente discutidos pelos jornalistas e acadêmicos dos EUA, que ao invés
disso retratam a crise no Zimbábue somente como resultado da reforma agrária
ou da incapacidade administrativa do presidente Mugabe”. |