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Para Requião,
desafio é avançar na defesa do interesse nacional
O governador do Paraná, Roberto
Requião, declarou, após ser aclamado candidato do partido à presidência da
República, durante o II Congresso do PMDB-SP, que o grande desafio do PMDB é
elaborar um programa de governo para o Brasil.
Em seu discurso, ele defendeu a
necessidade de se aprofundar a independência econômica e o fortalecimento do
mercado interno. “A grande questão que se coloca para o país hoje é a dicotomia
entre o mercado e nação”, afirmou. “O Brasil não é o mercado. Nós não existimos
para sermos explorados por jogatinas da Bolsa. O Brasil tem um compromisso
básico com a sua população”, disse o governador. “A atual política de
subordinação ao mercado financeiro, ao lucro dos bancos, a abertura do país aos
capitais que sequer pagam imposto de renda não é a política do povo brasileiro”
Ao elogiar os avanços do governo
Lula, Requião disse que “o Brasil melhorou”, porque “terrível para mim era o
neoliberalismo dos tucanos”. “Nós avançamos com o governo do PT. Hoje nós vemos
as classes C, D e E elevadas no seu poder aquisitivo”, destacou. Mas enfatizou
que é preciso aprofundar a “independência, o mercado interno, a participação
harmônica nos mercados do mundo inteiro e a unidade sul-americana”. “Liberdade
de comércio sim, com os países sul-americanos, não com países desenvolvidos que
cravam os nossos produtos com taxas alfandegárias e fitossanitárias”, alertou.
Sobre a diferença entre “o que é
um tucano e o que é um peemedebista”, exemplificou: “o salário mínimo de São
Paulo é R$ 448,00, e São Paulo é o motor do Brasil. O salário mínimo do Paraná é
R$ 548,00. Conseguimos manter pública a nossa companhia de energia elétrica, os
tucanos em São Paulo querem vender a Cesp. A companhia pública de energia
elétrica do Paraná apresenta lucros extraordinários com a tarifa mais baixa do
Brasil, e nós não cobramos energia elétrica das classes populares, das pessoas
mais pobres. Quando investimos na energia elétrica, economizamos na conta da
Saúde”. |