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Professores mantêm luta contra as políticas de Serra e Maria Helena
Cinco mil professores participaram da assembléia estadual
realizada na sexta-feira, 4, na Praça da República. E aprovaram a continuidade
da luta contra as medidas do governador José Serra e da secretária da Educação,
Maria Helena Guimarães Castro. A assembléia aprovou um calendário de atividades
(leia quadro) com a perspectiva de construção de uma greve contra os ataques do
governo.
Os professores foram unânimes em repudiar as ações impostas
pela Secretaria da Educação e ao conteúdo programático que está tentando impor
como currículo à rede de ensino. O sistema “apostilão”, muito utilizado pelas
redes particulares, também foi alvo de repúdio por parte de toda a categoria
presente à Praça da República.
As medidas da Secretaria aprofundam o desrespeito e a
desvalorização impostas aos professores e aos alunos da escola pública. Além
disso, ferem a liberdade de cátedra dos profissionais e não garantem o
necessário resgate da qualidade do ensino.
A assembléia dos professores deixou patente a urgência em
se ampliar a mobilização e a denúncia contra todos estes ataques. O calendário
aprovado conclama toda a categoria a se contrapor às ações da Secretaria da
Educação em defesa da valorização, da liberdade de cátedra e da escola pública.
Fora Maria Helena!
No próximo dia 11 de abril, na Praça da República, a
APEOESP promoverá a reunião centralizada de Representantes de Escola, a partir
das 14 horas. Na oportunidade, os professores farão uma manifestação contra
todas as medidas “educacionais” adotadas neste início de ano pelo governador
José Serra e pela secretária Maria Helena.
Direito
à manifestação
Na próxima quarta-feira, 9, a Assembléia Legislativa
realiza uma audiência pública em defesa do direito constitucional pela livre
manifestação e contra a criminalização dos movimentos sindical e associativo. A
audiência, convocada pelo deputado Roberto Felício, líder do PT, será no
Auditório Franco Montoro, a partir das 14 horas.
A perseguição aos movimentos sociais atingiu a APEOESP. Em
26 de fevereiro deste ano, a juíza da 25ª Vara Cível do foro Central da Comarca
da Capital despachou autorização para que o Ministério Público execute
provisoriamente a sentença que condena o presidente da APEOESP, professor Carlos
Ramiro de Castro, a pagar aos cofres municipais a quantia de R$ 3,3 milhões por
danos morais e materiais, acrescida de juros e correção monetária. A ação do
Ministério Público foi decorrente da grande manifestação organizada pela APEOESP
em outubro de 2005, que garantiu o emprego de 120 mil professores ACTs, ao
forçar o então governador Alckmin a retirar projeto de lei da Assembléia
Legislativa. Esta foi mais uma das manifestações organizadas pelo Sindicato em
defesa dos direitos de toda a categoria.
Calendário de luta
Dia 11 de abril
– Dia Estadual de Mobilização contra as Políticas
Educacionais da Secretária Maria Helena - 14 horas, Praça da República
Dias 22 a 29 de abril
*Participação na 9ª Semana Em Defesa da Escola Pública
organizada pela CNTE (“Educação Pública de Qualidade se escreve assim:
valorização, financiamento, gestão democrática”)
Dia 1º de Maio
*Participação nas atividades do Dia do Trabalhador, na luta
pela redução da jornada, pela convenção 151 e 158
Dia 16 de maio
*Assembléia dos Professores, 14 horas |