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Dirigentes da
CGTB visitarão Angra 2 para lançar campanha em defesa da energia nuclear
Na
próxima segunda-feira, uma centena de dirigentes da Central Geral dos
Trabalhadores do Brasil (CGTB) visitará as instalações da Usina Nuclear
Angra 2, como parte das atividades do lançamento da campanha nacional em
defesa do programa nuclear brasileiro, que visa o término de Angra 3 e
prevê a construção de outras usinas.
Para o presidente da
CGTB, Antônio Neto, é preciso diversificar o parque energético para
sustentar o crescimento econômico do país. “Como os espaços
geograficamente adequados para a construção de novas hidrelétricas – sem
grandes danos ao meio-ambiente – estão se esgotando, as usinas nucleares
se tornaram a melhor alternativa, tanto do ponto de vista de preservação
da natureza quanto de economia, pois as demais termoelétricas são
altamente poluentes”, declarou.
A construção de Angra
3 faz parte do Plano Decenal de Expansão de Energia Elétrica (2006/2015)
do governo federal e prevê o acréscimo de 1.350 MW na capacidade
instalada do país, o que representa um terço da energia consumida pelo
estado do Rio de Janeiro. No entanto, a Eletronuclear, estatal
responsável pela execução do projeto, corre contra o tempo para que o
empreendimento seja concluído até o prazo estipulado (2013), sem
prejuízos para o crescimento do país. Para isso, as obras precisam
iniciar ainda este ano. Porém, a conclusão de Angra 3 esbarra nos
trâmites burocráticos impostos pela legislação – alguns justos – e
outros provocados pela ação jurídica dos opositores do programa.
CRESCIMENTO
O debate sobre a
importância da energia nuclear para o país foi aprofundado após o apagão
de 2001 e, recentemente, com o PAC, que prevê um crescimento mais
acelerado. O governo já estabeleceu metas para a construção de novas
usinas, apostando na diversificação da planta para o fornecimento de
energia não depender exclusivamente do ciclo de chuvas. Para sustentar
um crescimento de 5,2%, o Brasil precisa acrescentar 5.000 MW por ano na
sua matriz energética.
“A CGTB já vem há
alguns anos realizando um trabalho de conscientização dos trabalhadores
sobre a importância do programa nuclear, seus benefícios econômicos, seu
caráter estratégico para o país e desmistificando preconceitos quanto à
sua segurança”, declarou Neto, lembrando que seus dirigentes têm
participado ativamente das audiências convocadas pelo Instituto
Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)
para discutir o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de
Impacto no Meio Ambiente (RIMA) da construção de Angra 3.
Na avaliação da CGTB,
é preciso unificar os mais amplos setores na defesa da ampliação do
parque de energia nuclear do país e da utilização plena de nossas
reservas de urânio - a sexta maior do mundo, estimada em 309 mil
toneladas, suficiente para alimentar 32 usinas nucleares como Angra 3
durante toda sua vida útil. |