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Metalúrgicos em Campanha
Nacional: redução da jornada e fim da demissão imotivada
Os
sindicatos filiados à Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT), à
Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos da Força Sindical (CNTM) e
da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) estão realizando uma
Campanha Nacional Unificada pela redução da jornada de trabalho sem redução
salarial e pela ratificação da Convenção 158 da OIT (que coíbe a demissão
imotivada). Conforme os sindicalistas, no ano passado a rotatividade do setor
metalúrgico ultrapassou os 30%, com trabalhadores sendo demitidos para voltar a
ser contratados por salários mais baixos.
O
presidente da CNM/CUT, Carlos Alberto Grana, afirmou que além de dirigentes de
federações e sindicatos de metalúrgicos de todos os estados onde as entidades
têm representação, a campanha é uma bandeira que unifica as centrais. “As
empresas estão batendo recordes de produção, os preços dos carros, por exemplo,
são os mesmos em todo o país, mas os salários e as jornadas de trabalho, não.
Então, temos que fazer uma ação conjunta para acabar com as desigualdades. Se o
preço é nacional, o salário tem que ser igual”, enfatizou..
Para
o presidente da CNTM e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Eleno
Bezerra, “a luta pela redução da jornada é pra valer. O abaixo-assinado pela
redução da jornada que estamos fazendo é o início do compromisso, e vamos
intensificar esta campanha”.
Na
avaliação do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da São Carlos e Ibaté e da
executiva nacional da CGTB, Rosalino Jesus de Barros, “a campanha pela redução
da jornada de 44 para 40 horas semanais e pela ratificação da Convenção 158
começa a tomar as portas das fábricas, as praças e ruas. A redução da jornada
irá representar mais emprego e renda, fortalecendo o mercado interno”. Segundo
Rosalino, “a ratificação da Convenção 158 é uma necessidade, pois hoje os
patrões demitem ao seu bel-prazer para satisfazer a sua sanha financeira,
contratando logo em seguida com os salários aviltados, e isso precisa ter fim. A
partir daí, acabaremos com essa falta de respeito com os que produzem, impedindo
que sejam jogados na rua sem qualquer motivo”.
Além
de um ato que está sendo convocado para a Praça da Sé, no próximo dia 26, os
metalúrgicos definiram calendário de atividades que inclui manifestações e
paralisações em todos os Estados. |