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Correa desbarata gangue que atuava para
a CIA no Equador
O
presidente Rafael Correa solicitou, na quarta-feira, dia 9, a renúncia do
comandante da polícia, general Bolívar Cisneros, fato que se seguiu às
demissões do ministro de Defesa, Wellington Sandoval, e de dois oficiais das
Forças Armadas, depois da denúncia de infiltração da central de inteligência
dos EUA, CIA.
“Não permitirei que os serviços de inteligência
equatorianos estejam submetidos à CIA”, ressaltou Correa, admitindo que
“aqui há casos vergonhosos em que a CIA financiou certas unidades da
inteligência equatoriana, para fortalecer a posição do Plano Colômbia”.
“Temos que acabar com isso, temos que aprender a
ser um país mais independente e soberano. Sei que esses setores apodrecidos
tentarão resistir, mas eu, junto com aqueles que prezam a nossa pátria, que
não são poucos, não permitirei mais essa situação”, frisou.
Essa infiltração veio à tona depois que foi
noticiado que o equatoriano Franklin Aisalla, assassinado pelos militares
colombianos na invasão que matou o porta-voz das FARC, Raúl Reyes, mantinha
vínculos com os guerrilheiros e era perseguido por agentes equatorianos a
serviço da CIA. A informação era desconhecida pelo presidente, que assinalou
que “não sou governo de fachada. O povo equatoriano não votou um projeto
soberano e independente para que as coisas aconteçam por baixo do pano, e
alguns trabalhem, inclusive, para interesses alheios aos do Equador”.
O novo ministro de Defesa, Javier Ponce, afirmou
durante sua posse, que seu trabalho se centrará em estreitar a relação entre
a instituição militar e a sociedade civil. |