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Obama e
Hillary contestam comandante do Iraque no Senado e ele admite que
“progressos são frágeis”
Com Bagdá sob toque de recolher, a Zona verde
sob ataque de foguetes e morteiros e mais de oito invasores mortos, o
comandante da ocupação, e guru da “contra-insurgência”, general David
Petraeus, se viu forçado a confessar em audiência no Senado norte-americano,
na terça-feira dia 8, que “que os progressos conseguidos no país são frágeis
e reversíveis”.
Pouco tempo atrás, Petraeus vivia contando vantagem sobre a
“Escalada” na luta contra a Resistência. Além de Bagdá, o invasor está sob
sufoco na segunda maior cidade do Iraque, Basra, no sul, e a terceira maior,
Mossul, no norte. Além, claro, do resto do país.
Petraeus tentou usar seu fracasso como pretexto
para se contrapor à proposta de retirada, que tanto o senador Barack Obama,
e Hillary Clinton, pré-candidatos democratas à presidência dos EUA,
consideram imprescindível. John “Piloto Derrubado” McCain também apareceu
para dar uma força ao general, e falar besteira sobre seu sonho de “100
anos” de ocupação.
Obama disse a Petraeus que “uma ocupação a longo
prazo [do Iraque] não é viável, não apenas do ponto d e vista militar, como
também do ponto de vista econômico”. Ele acrescentou que é preciso
apresentar “um cronograma de retirada”, além de aumentar a pressão sobre “os
líderes iraquianos” – isto é, aquela gente que foi a Bagdá no colo dos
marines – para que se empenhem internamente “pela paz”.
Hillary reiterou que o governo norte-americano
deveria começar a retirar as tropas do Iraque e se concentrar em “outros
problemas que os americanos enfrentam”.
Em entrevista à NBC, ela declarou que “nesses
últimos dias temos vistos combates nas ruas de Basra e agora em Sadr City,
em Bagdá. Evidentemente, a estratégia de envio de reforços militares não
funcionou”. “Continuar com a política Bush-McCain não é uma receita para o
sucessor”, concluiu. |