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Povo celebra com Chávez seis anos da vitória
sobre golpistas
“Naquele 12 de abril o Império e os vende-pátria arremeteram contra a esperança
de um povo”, destacou o presidente da Venezuela ao falar para centenas de
milhares no centro de Caracas
Centenas
de milhares de venezuelanos se concentra ram ao longo das principais
avenidas do centro de Caracas, nas proximidades do Palácio de Miraflores, para
comemorar o sexto aniversário do Dia do Resgate da Dignidade Nacional, quando
civis e militares resgataram o presidente Hugo Chávez, seqüestrado pelos
golpistas apoiados pelo governo dos Estados Unidos.
“Há seis anos, naquele doze de abril, crepitava
a pátria; o imperialismo e seus lacaios, os vende-pátria arremeteram com fúria
selvagem contra o povo, contra a esperança de um povo”, destacou Chávez,
acrescentando que “para o bem do nosso país, para felicidade de nosso povo,
desde as entranhas de nosso corpo social surgiu a força moral, física e
espiritual para varrer com aquela tirania fascista, que tinha a pretensão de
tomar nossas riquezas. A Venezuela é livre e nunca mais será colônia de ninguém,
nem da oligarquia, nem do imperialismo”.
Em 13 de abril de 2002, os moradores dos bairros
populares de Caracas e da cidades próximas tomaram as ruas para derrotar o
golpe. “O que vocês fizeram, naquelas horas memoráveis, foi de uma grandeza
única. Teve um impacto político, moral, uma demonstração de firmeza tão grande,
não só para nós, mas para todos os que lutam na América Latina, no Caribe e no
mundo por sua libertação que deixa claro que o Império não poderá deter a marcha
dos povos que despertaram”, afirmou.
PROGRESSISTAS
“Se tivéssemos caído em 2002, muito
provavelmente as campanhas de intimidação contra outros governos progressistas
do nosso continente teriam tido impacto”, assinalou Chávez, lembrando a chegada
ao poder de vários governos progressistas. O dirigente venezuelano afirmou a
amizade com os diversos povos da região.
Lembrou a vitória de Lula no Brasil, de Rafael
Correa no Equador, de Néstor e Cristina Kirchner na Argentina, de Daniel Ortega,
na Nicarágua, de Tabaré Vázquez no Uruguai, de Michelle Bachelet no Chile e de
Evo Morales na Bolívia. “Como disse Cristina Fernández, somos governos de
presidentes, homens e mulheres que se parecem a seus povos”, mostrou.
Na véspera da manifestação, o Ministério de
Planificação publicou dados que mostram o significativo crescimento dos
indicadores econômicos e sociais venezuelanos. Houve uma melhoria desde 1999 em
diante, que só foi interrompida nos anos 2002 e 2003, quando aconteceram o golpe
de abril e o locaute petroleiro de dezembro de 2002 e janeiro de 2003. O Produto
Interno Bruto (PIB) cresceu 40 por cento desde 1999 até 2007, se situando hoje
no quarto lugar das economias latino-americanas, só atrás do Brasil, México e
Argentina. A inflação média do período foi de 19,5%, a menor dos últimos três
governos, contra 57,6% do segundo governo de Rafael Caldera e 44,2% registrada
durante o segundo governo de Carlos Andrés Perez. O salário mínimo aumentou de
198 dólares em 1999, ano em que Chávez assumiu a sua primeira presidência, para
286 em 2007. O índice de desemprego desceu para 7,6% em fevereiro deste ano,
contra 16,6% em 1999.
REVOLUÇÃO
O presidente também denunciou que na Bolívia
“está em marcha uma campanha bancada pelos Estados Unidos para aplicar um plano
parecido ao da Sérvia, da qual tentam separar a província de Kosovo. Querem
separar algumas regiões do país, e nós não podemos deixar. Esse não é um
problema só dos bolivianos. É um crime contra todos nossos povos essa política
de ingerência e assalto dos EUA”.
Exortou o povo venezuelano para que aprofunde,
junto com seu governo, a batalha em defesa da revolução socialista. “Os povos
são o único combustível para mover a máquina da história. Para isso devemos
incre-mentar a eficiência e eficácia do Governo, a unidade do povo, derrotar os
movimentos divisionistas e o infanti-lismo, o personalismo e o egoísmo que
penetram e ameaçam nossas vidas”, frisou o presidente.
SUSANA SANTOS |