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Brasil e Venezuela discutem criação da Organização do Tratado
do Atlântico Sul
"Se existe uma OTAN, uma Organização do Tratado
do Atlântico Norte, por que não pode existir uma OTAS, uma Organização do
Tratado do Atlântico Sul?’’, questionou o presidente venezuelano, Hugo
Chávez, afirmando, logo a seguir, que a Venezuela e o Brasil iniciarão nesta
semana conversações no sentido de apoiarem a formação do Conselho de Defesa
Sul-americano, uma aliança estratégica regional destinada a fortalecer a
soberania de seus membros, proteger seus recursos e sua democracia e
coordenar ações efetivas para combater o delito.
No discurso que pronunciou no domingo para
comemorar a vitória popular do 13 de abril de 2002, o presidente disse que
“estamos trabalhando no projeto para criar um Conselho de Defesa
Sul-americano, nosso, e esse será um dos temas da reunião com o ministro
brasileiro, Nelson Jobim”.
O ministro Jobim disse, em Brasília, que o
Conselho Sul-americano de Defesa tomará corpo “este ano”.
Jobim explicou que o Conselho servirá para
fortalecer a cooperação na área militar e para prevenir situações como a
incursão de tropas colombianas no Equador.
O presidente equatoriano, Rafael Correa, também
propôs, na sexta-feira, na capital mexicana, onde esteve em visita de dois
dias ao país, criar uma Organização de Estados Latino-americanos que se
caracterize por defender os princípios de “autodeterminação e solidariedade”
dos países da região, “sem a presença dos Estados Unidos”.
Durante um ato oficial de bem-vinda que lhe
ofereceu o presidente mexicano, Felipe Calderón, no Palácio Nacional de
Cidade de México, Correa assegurou que Latino América “requer de um
organismo capaz de acolher os desafios do presente”, fato que considerou uma
“exigência histórica”. |