|
Oposição
no Zimbábue diz que não disputará o
segundo turno
Tendai Biti, secretário-geral do partido MDC de
oposição ao governo do Zimbábue declarou que seu candidato, o pró-americanos
e ingleses Morgan Tsvangirai, não disputaria o segundo turno.
A declaração de Biti foi divulgada pela agência
de notícias European Pressphoto no dia 11. Ele e seu partido alegam que não
disputarão simplesmente porque “ficou determinado” que venceram no primeiro
turno.
“É o final do final do jogo”, acrescentou Biti,
“o xeque-mate foi dado no dia 29”. Isso apoós eleições disputadas em que
nenhum partido obteve maioria absoluta para nenhuma das duas casas
legislativas.
A seguir divulgaram o boato de que o presidente,
Robert Mugabe, não disputaria o segundo turno, quando agora são eles
próprios que afirmam que não disputarão.
Ao mesmo tempo que davam estas declarações de
elevado espírito democrático, entraram com ação para obrigar o Comitê
Eleitoral do Zimbábue a divulgar os votos na segunda-feira. A Suprema Corte
declarou que não via nenhuma irregularidade na contagem que justificasse a
medida.
O presidente da África do Sul, Thabo Mbeki,
visitou o presidente e líder da libertação do país, Robert Mugabe e
declarou: “Não descreveria estas eleições como crise. O processo no Zimbábue
é normal”.
A batida em retirada de Tsvangirai veio logo
depois que o Zanu (partido da libertação nacional, dirigido por Mugabe),
através de seu dirigente, Reason Wafawarova, em matéia publicada no jornal
local, The Herald declarou o segundo turno como o “relançamento da
Revolução”. “Os EUA nem a Inglaterra poderão fazer nada para impedir” a
derrota de Tsvangirai.
“A última eleição deixou lições muito
importantes para a revolução em nosso país e o iminente segundo turno
oferece às massas revolucionárias do Zimbábue uma excelente oportunidade
para levantarmos as forças que irão demolir todas as aspirações imperiais,
constatadas pelas bizarras e imaturas celebrações dos traidores do MDC,
junto com seus mestres nas capitais ocidentais”, declara o dirigente do Zanu.
“Não é surpresa”, acrescenta, “que a grande
mídia retrate o Presidente Mugabe como tendo perdido as eleições quando eles
sabem que ele não perdeu”.
“A
batalha ocorreu e o processo revolucionário foi ameaçado e agora é hora de
relançá-lo. O povo é dono do processo revolucionário; e, depois que Morgan
Tsvangirai (MDC) for silenciado no segundo turno, precisamos olhar nossa
revolução com aplicação, guiados pelas aspirações daqueles cujas vidas foram
sacrificadas para que o Zimbábue se livrasse da colonização e hoje seja
livre”. |