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Oposição quebra outro acordo e base do governo repele mais uma bisbilhotagem na
CPI da Tapioca
A base aliada derrotou mais uma manobra da
oposição para criar celeuma na CPI mista da Tapioca rejeitando, nesta
quarta-feira, requerimentos que permitiriam que qualquer membro da comissão
tivesse acesso a documentos sigilosos sobre despesas reservadas da Presidência
da República. A iniciativa da oposição, ávida por vazar elementos para produzir
ilações na mídia, quebrou o acordo firmado no dia anterior para o exame de dados
sigilosos disponíveis no Tribunal de Contas da União (TCU).
Pelo acordo, a comissão ficava autorizada a
examinar informações reservadas que estão reunidos em auditorias do TCU,
consultando os dados na sede do tribunal, sem a transferência dos relatórios
para o Congresso. A própria senadora Marisa Serrano (PSDB/MS), presidente da
CPI, foi quem começou a romper o que havia acordado com a base aliada, ao
defender a aprovação de um requerimento da sua autoria referente a dados
sigilosos. Ela queria franquear aos parlamentares o acesso inclusive aos
registros do Suprim (Controle de Suprimento de Fundos da Presidência da
República), que reúne informações sobre gastos do governo atual e anteriores.
A maioria também derrubou, por dez votos a
quatro, um novo requerimento de convocação da ministra-chefe da Casa Civil,
Dilma Rousseff, para falar sobre as informações sigilosas do Suprim, que foram
roubadas e pararam nas mãos do senador tucano Álvaro Dias (PR) e vazadas por ele
para “Veja”, como se fossem dossiê sobre gastos da gestão de Fernando Henrique.
DILMA
Na Comissão de Infra-Estrutura do Senado, a
oposição armou outra manobra - aproveitando-se de um momento em que a sessão
estava esvaziada, tendo no plenário apenas três senadores da oposição –
aprovando um requerimento que obrigaria Dilma a responder perguntas sobre o
suposto dossiê.
“Era uma reunião de sabatina, por isso não havia
governistas na sala. Foi a repetição de um golpe que tinha sido revertido na
semana passada. São assuntos que não têm nada a ver com o tema da comissão que é
de infra-estrutura”, lembrou a senadora Ideli Salvatti (SC), líder do PT no
Senado. Quando o líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB/RR), retornou ao
plenário da comissão e exigiu a rediscussão da matéria, o presidente Marconi
Perillo (PSDB/GO) simplesmente encerrou.
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