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Jobim formaliza na Venezuela proposta de criar o Conselho Sul-Americano de
Defesa
O
ministro da Defesa, Nelson Jobim, formalizou ao presidente Hugo Chávez,
durante encontro realizado em Caracas, na segunda-feira (14), a proposta
brasileira de criação do Conselho Sul-Americano de Defesa. De acordo com o
ministro, a idéia de iniciar a formação do conselho na reunião de cúpula da
União das Nações Sul-Americanas (Unasul), marcada para 23 de maio, foi bem
acolhida pelo presidente venezuelano.
Nelson Jobim afirmou que, a partir da aprovação
dos presidentes sul-americanos na Unasul, a proposta poderá ser concretizada
ainda em 2008. “Em apenas quatro meses haverá a formatação do conselho”,
disse. Ele afastou a idéia de uma corrida armamentista, lembrando que o
continente tem o direito de fortalecer suas Forças Armadas e também precisa
de poderio militar. “É importante que os países tenham armas. A decisão dos
países de comprar armas é algo importante, porque a projeção do poder da
América do Sul depende das suas forças dissuasivas de defesa”, assinalou.
Segundo o ministro, o presidente Hugo Chávez
considerou que a criação do conselho fortalecerá as nações da América do
Sul. “A força da América do Sul nasce da união de seus povos”, enfatizou.
Jobim explicou que as diretrizes do Conselho serão elaboradas por um grupo
de trabalho, que deve ser formado por dois representantes de cada país, um
de Relações Exteriores e outro de Defesa.
“O grupo trabalhará para a formatação de uma
visão integral da defesa sul-americana”, destacou, observando que o conselho
terá funções como elaboração conjunta de políticas de defesa, intercâmbio de
pessoal entre as Forças Armadas, realização de exercícios militares comuns,
troca de análises sobre cenários mundiais de defesa e integração de bases
industriais de material bélico.
Jobim encerrou sua visita afirmando que é
natural que os EUA estejam fora do novo organismo. “Não temos nenhuma
obrigação de pedir licença para os Estados Unidos para fazer isso”, disse.
Ao ser indagado recentemente pelo secretário de Defesa norte-americano,
Robert Gates, sobre como os Estados Unidos poderiam contribuir com o
conselho, respondeu que “por enquanto, a colaboração que os senhores podem
fazer neste momento é ficar à distância”.
O ministro viajou acompanhado do comandante do
Exército, Enzo Martins Peri, do Comandante Militar da Amazônia,
General-de-Divisão Augusto Heleno Ribeiro Pereira e do chefe da Secretaria
de Política, Estratégia e Assuntos Internacionais do Ministério da Defesa -
SPEAI, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Gilberto Antonio Saboya Burnier.
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