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Centrais repudiam boicote ao desenvolvimento do país
O presidente da Central Única dos Trabalhadores
(CUT), Artur Henrique, considerou “lamentável que o Copom tenha desprezado a
vontade da imensa maioria da sociedade” ao aumentar a taxa básica de juros.
“O Copom, mais uma vez, beneficiou a especulação
em detrimento do País e do seu povo”, afirmou Antonio Neto, presidente da
Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), acrescentando que “somente os
especuladores projetavam ou defendiam o aumento dos juros, pois são os únicos
que lucram com isso”. Neto defendeu que “está na hora de o Banco Central parar
de boicotar os esforços do governo e da sociedade brasileira que lutam para
crescer de forma sustentada”.
“O aumento da taxa Selic é uma violência contra
os trabalhadores e a economia do País. Hoje, o Brasil tem a maior taxa de juros
do planeta, mesmo assim, o Copom do Banco Central (BC) decidiu aumentar a taxa
Selic”, denunciou Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT),
Ricardo Patah.
Para Paulo Pereira da Silva, o Paulinho,
presidente da Força Sindical, “o Banco Central demonstra claramente que tem
alergia da palavra crescimento. Elevar a taxa agora é uma piada de mau gosto. A
decisão é incoerente com a atual conjuntura econômica”. “É vergonhoso que o
Banco Central continue se curvando ao capital especulativo”, completou Paulinho.
Na última segunda-feira, as seis centrais
sindicais divulgaram nota conjunta condenando o aumento dos juros na reunião do
Copom. No documento, os presidentes da CUT, da CGTB, da UGT, da Força, da Nova
Central e da CTB classificaram como um “contra-senso” os juros altos do BC:
“Juros altos beneficiam apenas o capital especulativo e atraem somente dinheiro
volátil, sem compromisso. Juros altos aumentam a dívida pública. Juros altos
seguem na contramão da produção, do crédito e do consumo. Elevá-los ainda mais
seria impor novos obstáculos ao desenvolvimento com distribuição de renda e
valorização dos trabalhadores e trabalhadoras. Imporia redução no ritmo de
geração de empregos. Elevaria o valor das prestações de produtos que o
trabalhador deseja e precisa comprar”.
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