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CARTAS
horadopovo@horadopovo.com.br
Oposição
descontrolada
Esta oposição que
por ora quer se apresentar como detentora dos mais puros valores morais e
éticos, vem demonstrando sua psicopatia contra o povo brasileiro e o governo
popular eleito nas urnas no último pleito presidencial.
Sobre o PFL basta
dizer que este é o herdeiro político do partido da ditadura, o ARENA,
partido esse que tem sua força partidária associada aos monopólios das
concessões de rádio e televisão e aos grandes coronéis de nosso Nordeste,
como exemplo o falecido ACM (Toninho Malvadeza).
Já o tucanato vem
“sofrendo” com a antecipação das disputas por 2010. Aécio - Alckmin - Serra
estão no páreo para serem o candidato à presidência. Aécio tomou um revez
com a recusa do PT mineiro de encampar seu projeto presidencial, Alckmin
luta para submeter o Demo Kassab a sua candidatura na cabeça de chapa pela
prefeitura paulista, e Serra ainda não se recuperou do fracasso que foi a
tentativa de doação da CESP ao monopólio estrangeiro e às frequentes panes
nas privatizadas CTEEP e Bandeirantes.
Em suma, os tucano-pefelistas estão tendo que gerenciar suas crises, e para
mudar o foco para o governo federal atacam seus programas sociais dizendo
que são eleitoreiros. Ora, temos eleições em 2 anos ainda e o presidente
Lula não é candidato e não quer o 3º mandato que o povo está lhe colocando
como missão. Querem defender o processo eleitoral, ou querem criar
tempestade em copo d’água? Devem estar dizendo “O problema são os outros”.
Joildo Santos,
por correio eletrônico.
Propaganda
enganosa
Muito se fala em propaganda enganosa, mas o que vem a ser isso? Mostrarei
uma sofisticada propaganda enganosa. Durante as eleições de 2006, o STF
entrou de sola com frases de efeito na mídia golpista. Essas frases de
efeito tinham diretamente mensagens enganosas, e eram tão sofisticadas que
chegaram a vislumbrar o ego dos leitores.
O STF ajudou o viés da oposição e reforçou os discursos apimentados dos
chicaneiros. Me lembro perfeitamente da frase usada: “Você é o patrão!”.
Causava-me muitas risadas.
Veja
bem, que patrão sou eu que ando de ônibus igual sardinha enlatada, enquanto
meu “empregado” anda de carrão importado, de avião e outros sofisticados
meios de transporte?
Que
patrão sou eu que moro numa casinha modesta, enquanto “meu empregado” vive
em mansão, casa de praia, de campo, etc.? Que patrão sou eu que preciso
vender minhas férias para complementar meu parco orçamento familiar? “Meu
empregado” goza de dois meses de férias, muitas vezes em Paris, Miami, ou
estações de esqui nos Estados Unidos. Enquanto “meu empregado” tem polpudo
salário, eu, pobre patrão, vivo nos piores apertos financeiros.
Governadores, senadores, ministros, prefeitos, deputados, vereadores,
desembargadores, juizes, promotores, militares de média e alta patentes e
tantos outros chefões de repartições públicas, serem chamados de
“empregados” de operários não deixa de ser uma contradição. Chamar o
operário de patrão soa como comédia burlesca.
Esses que chamam eleitor de patrão são lobos em pele de cordeiro. Na
realidade, eles procedem como senhores de engenho, querem mesmo é a
submissão do povão. Quando aparece alguém que atua e desenvolve meios para
dar igualdade social, os burgueses fazem de tudo para atrapalhar. Um exemplo
é a polêmica da CPMF.
Felisberto C.
França. Minas Gerais
Tortura
Uma organização israelense que defende os direitos humanos afirmou que as
milícias israelenses estão usando a tortura psicológica contra os
prisoneiros palestinos. O prisioneiro (Mmuhamad Alsute) tentou se suicidar
quando contaram para ele que o pai e a esposa dele estão presos. Outro
prisioneiro foi obrigado a ver sua mãe amarrada, pois o objetivo deles era
obrigá-lo a confessar que fez um ataque a israelenses. Até os mortos não se
livraram das milícias israelenses, pois alguns políticos palestinos
denunciaram que existe um plano de Israel de construir centenas de casas
sobre um cemitério, considerado o maior cemitério islâmico na cidade.
Hussein Santos,
por correio eletrônico.
Cobranças
abusivas
Gostaria de me
manifestar nas páginas desse jornal em relação às cobranças abusivas que são
praticadas nas contas telefônicas em São Paulo. Na época em que adquiri a
minha linha, ela era considerada um bem, que eu me esforcei para conseguir.
Hoje em dia, além de ela já não mais me pertencer, me são cobrados absurdos
R$ 40,00 apenas para o que telefone toque na minha casa, e por esse preço eu
nem posso fazer ligações!
Já esta mais do
que provado, a privatização não foi um bom negócio.
Fernando de
Almeida, São Paulo. |