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Coréia socialista festeja o aniversário de Kim Il Sung
“O pai da
nação mostrou que o amor à pátria e o espírito de independência são as bases
para a reunificação. Devemos superar os obstáculos à integração”, afirmou o
líder da RPDC, Kim Jong Il
Nesta
terça-feira, a população de Pyongyang e de toda a nação homenageou o Patriarca
da República Popular Democrática da Coréia, Kim Il Sung, lembrado como uma das
maiores figuras da história da Humanidade.
O ato central pelo 96º aniversário do nascimento
do líder foi realizado no Palácio dos Esportes de Pyongyang, com a presença dos
principais dirigentes do Partido do Trabalho, PTC, do Exército, do Estado, e com
uma massiva participação de lideranças sociais, intelectuais, artistas,
militares, familiares dos heróis revolucionários, representantes dos coreanos
residentes no exterior e da Frente Democrática Nacional Antiimperialista (FDNA).
“Nossa nação, em conseqüência da ingerência das
forças estrangeiras, está dividida em duas partes e existem diferentes
ideologias e regimes no Norte e no Sul. O pai da Nação, Kim Il Sung, nos mostrou
que a nacionalidade, o amor à pátria e o espírito de independência nacional que
dela emanam constituem as bases para a reunificação da Pátria”, assinalou Kim
Jong Il, atual dirigente da RPDC, ressaltando que “nossa nação deve vencer todas
as dificuldades e os obstáculos postos no caminho de sua reintegração e alcançar
sua unidade; e sem nenhuma dúvida o conseguirá”.
Durante a comemoração, chamada pelo povo “Dia do
Sol”, ocorreram apresentações artísticas, eventos esportivos; e seminários,
exposições de flores, fotos e livros, que ressaltaram a obra do fundador da RPDC,
que dedicou cada instante de sua vida desde os 13 anos de idade à Coréia
Socialista.
PATRIARCA
O Patriarca da nação coreana, nascido em 15 de
abril de 1912, foi o líder que comandou a heróica luta pela independência do
país, dirigiu a revolução que expulsou os invasores - japoneses e depois
ianques, detentores de duas poderosas máquinas de guerra - e comandou a
construção do socialismo até 1994, ano de seu falecimento.
Kim Il Sung comandou a revolução que derrotou os
invasores japoneses depois de um duro embate iniciado com ações de guerrilha a
partir da região ao redor do monte Bektu e prosseguiu com a grandiosa “Árdua
Marcha”. A Coréia conquistou essa gigantesca vitória quando seu líder tinha
apenas 33 anos. Fortalecido e com o povo coreano organizado e consciente, Kim Il
Sung liderou a luta contra a agressão norte-americana, que se seguiu
imediatamente à expulsão dos japoneses e durou de 25 de junho de 1950 a 27 de
julho de 1953.
Mobilizando milhões de coreanos para combater o
invasor, numa atuação precisa e firme, o Exército Popular repeliu as tropas
ianques até o extremo sul da península, obrigando-os a assinar um acordo de
armistício com a Coréia.
Após derrotar todas as tentativas
norte-americanas e japonesas de submeter a Coréia Popular aos seus ditames, Kim
Il Sung construiu, junto com o bravo povo coreano, uma poderosa e pujante
economia, superando a penúria que os invasores - que queriam saquear as riquezas
da Coréia – haviam deixado.
O líder coreano legou ao seu povo os princípios
do seu anseio mais profundo, superar a divisão causada pela guerra e garantir a
reunificação da Pátria, hoje firmemente defendida pelo dirigente Kim Jong II e
pelo partido do Trabalho de Coréia, enfrentando a política imperial de Bush.
A questão militar foi outro fundamental aspecto
que Kim II Sung resolveu na RPDC. Quando a revolução coreana atravessava duras
provas, o dirigente levantou a bandeira do Songun que determina a importância
decisiva das Forças Armadas para defender a soberania.
O Exército Popular, criado em 1942, e comandado
pelo grande líder político e militar, cresceu, se integrou com o povo e é a
garantia do desenvolvimento da Nação quando a quadrilha belicista que ocupa a
Casa Branca ameaça os povos que não se submetem aos seus interesses.
A RPDC tornou-se um país soberano, independente
e culto. Desenvolveu uma poderosa tecnologia e a ciência. Siderurgia,
máquinas-ferramentas, robótica, computadores, locomotivas, navios, veículos,
eletroele-trônica, aviões, tecnologia nuclear para fins pacíficos e para
dissuadir as ameaças do Império, química e aços finos, metalurgia não ferrosa,
biotecnologia. Assim é a moderna economia norte-coreana.
SOBERANIA
Há mais de cinco décadas a linha mestra aplicada
sob comando de Kim II Sung e, depois de sua morte, de Kim Jong II, é a do
desenvolvimento auto-sustentado, com domínio da técnica mais avançada, em
beneficio de seu povo e integrado com a manutenção da indispensável capacidade
de defesa do país, aplicando. Saiu da condição de um país escravizado pela
ocupação japonesa para se tornar soberano, auto-suficiente e pujante.
Teria sido impossível ao povo coreano ter
enfrentado os agressores e alcançado as históricas vitórias contra os
imperialistas japoneses e norte-americanos, sem que tivesse posto como principal
a conquista da independência ideológica. O amor pela Pátria, pelos seres
humanos, é, ao mesmo tempo, a fonte e o resultado dessa consciência.
Numa frase,
poderia se dizer que a contribuição de Kim II Sung à Humanidade foi sublinhar,
como ninguém antes dele, o papel decisivo e imprescindível da consciência e da
unidade na luta pela libertação do jugo imperialista, contribuição que ele deu
com seus escritos teóricos, desenvolvidos depois por Kim Jong II – seu filho e
sucessor -, e com sua vida, encabeçando o combate vitorioso contra os ocupantes
da sua Pátria; como governante, dirigente do Partido do Trabalho da Coréia e
fundador da República Socialista na Coréia.
SUSANA SANTOS |