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Equador e Argentina firmam convênio para a construção de
hidrelétrica de 1.500 MW
“A
América Latina decidiu-se, finalmente, a ser ela mesma, a superar a
dependência e a submissão a interesses de outras potências. Não é por acaso
o apoio dos povos a governos identificados com uma forma independente de
interpretar a sociedade”, afirmou a presidente argentina, Cristina Kirchner,
em Quito, Equador, onde subscreveu, junto com o presidente Rafael Correa,
uma Declaração Conjunta, Convênios de Cooperação e Memorando de Entendimento
para construção de uma hidrelétrica e com a finalidade de fortalecer a
relação bilateral. Reafirmaram os laços em matéria política, nas questões
energéticas, esportivas, na ciência e tecnologia
As empresas estatais Termopichincha, do Equador,
e Enarsa, da Argentina, constituíram em fevereiro passado a companhia Coca
Codo Sinclair AS, que iniciará a construção do maior projeto hidrelétrico do
Equador. Terá uma potência instalada de 1.500 megawatts (MW), um custo de
1,6 bilhões de dólares, e será financiado em 70 por cento pelo Estado
equatoriano e em 30%, pelo argentino.
Será localizado na bacia do rio Coca, desde a
confluência do rio Quijos com o rio Salado até o lugar denominado Codo
Sinclair, no limite entre as províncias amazônicas de Napo e Sucumbíos.
Segundo o governo equatoriano, o objetivo deste
projeto é incrementar a geração elétrica e prescindir das centrais
termelétricas, que fornecem energia mais cara e produzem mais contaminação
por consumo de diesel. |