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Obama: “quando
eu for o presidente, Washington terá que servir ao povo”
O senador
afirmou que “por décadas nossa política econômica tem sido feita para
fortalecer as corporações, o que é uma afronta, pois os lobistas escrevem
nossas leis e colocam o interesse de seus clientes acima do que é justo para
os americanos”
Em discurso para centenas de lideranças
sindicais do setor siderúrgico, em Pittsburgh, Pensilvânia, o pré-candidato
democrata Barack Obama afirmou que “por décadas nossas políticas econômicas
foram feitas para fortalecer as corporações ao invés de promover o que é
certo. Essa não é a América em que eu acredito e é por isso que quando for o
presidente, vou garantir que Washington sirva ao interesse do povo, e de
ninguém mais”.
“Essa é uma política de afronta, pois os
lobistas das corporações em Washington estão escrevendo nossas leis e
colocando o interesse de seus clientes acima do que é justo para o povo
americano. Os homens e mulheres que vocês sindicalistas representam não têm
direito a um lugar na mesa quando os acordos comerciais são negociados, ou
as políticas de impostos estão sendo escritas, ou quando as leis para os
planos de saúde e de aposentadoria estão sendo propostas porque os
‘interesses especiais’ compraram todas as cadeiras”, afirmou o senador, que
lidera as prévias de seu partido.
DESEMPREGO
Obama disse que “George Bush adotou políticas
que não funcionaram para os trabalhadores americanos. Nos últimos anos,
vimos o desaparecimento de mais de três milhões de empregos de
alta-qualificação e mais de 40 mil fábricas fecharem suas portas. E,
frequentemente, os poucos empregos criados pagam menos do que os que foram
perdidos e não são acompanhados por seguro-saúde ou plano de aposentadoria,
o que torna ainda mais difícil para as famílias sentirem segurança sobre seu
futuro”. “Quando uma fábrica fecha não são apenas os trabalhadores que pagam
o preço, mas toda a comunidade”, acrescentou.
Falando sobre seus adversários, o senador de
Illinois disse “que na época das eleições, os candidatos prometem qualquer
coisa, lhes oferecem uma longa lista de propostas. Mas se esses mesmos
candidatos estão recebendo milhões de dólares de contribuição de lobistas,
pergunte-se: a quem eles irão beneficiar quando a eleição terminar? Eu sou o
único candidato que não aceita dinheiro dos lobistas e estou aqui para
dizer-lhes que podem contar comigo para estar com vocês após essas eleições,
assim como estive ao lado dos trabalhadores por toda vida. Por isso estou
concorrendo à presidência dos Estados Unidos”.
RECONSTRUÇÃO
“Por nossa economia, nossa segurança e por
nossos trabalhadores, temos que reconstruir a América”, conclamou.
Ele também disse que “o povo americano tem uma
opção nessas eleições, mas a não ser que mudemos o falido sistema em
Washington, nada mais irá mudar. Podemos falar o quanto quisermos sobre
respeito aos trabalhadores e seu modo de vida, mas a não ser que tenhamos um
presidente em que se possa confiar e que coloque o trabalhador americano em
primeiro lugar, nada irá mudar de verdade”.
“A razão pela qual estou aqui hoje é porque eu
acredito que possamos por um fim a essa política de divisões e distração,
porque nós avançamos ou regredimos como uma só Nação e se pudermos unir esse
país sobre um propósito comum – negros, brancos, hispânicos, asiáticos e
americanos nativos; trabalhadores e empregadores, democratas, republicanos e
independentes – não há obstáculo que não possamos superar, nenhum destino
que não possamos atingir”, afirmou.
“ALIANÇA DA
PRODUÇÃO”
Convocando os trabalhadores para uma ‘Aliança da
Produção’, concluiu: “Esse é o momento. Essa é a hora. E se vocês marcharem
comigo, e se organizarem comigo, se votarem em mim, então eu prometo a vocês
o seguinte: Nós não iremos apenas ganhar a indicação democrata, nós iremos
ganhar as eleições e então, juntos – vocês e eu – iremos mudar esse país e
iremos mudar esse mundo”.
RODRIGO CRUZ |