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Senador
Bartlett Díaz, do PRI, denuncia Calderón por atentar contra a Pemex
“Felipe Calderón apresentou uma iniciativa para
abrir toda a indústria petroleira do México ao investimento estrangeiro,
contra a Constituição”, assinalou o ex-ministro do governo do Partido
Revolucionário Institucional (entre os anos 1982-88), Manuel Bartlett Díaz,
na sexta-feira, 18 de abril.
“O objetivo é manifesto: entregar para o
estrangeiro dutos, transporte, armazenamento, exploração, refino. Nisso
consiste a ‘flexibilização’, ‘ampliação das capacidades de operação’,
‘disposições especiais que lhe permitam fortalecer sua autonomia de gestão e
técnica’”, denunciou o senador, que é uma das principais lideranças do PRI,
mostrando o isolamento em que a proposta do governo de doar um importante
setor da PEMEX.
Calderón enviou ao Congresso uma proposta de
mudança da Lei Orgânica da estatal PEMEX rechaçada por massivas
manifestações públicas e pelos parlamentares. A “autonomia de gestão”, uma
das figuras legais que pretende impor, é uma fraude para justificar
contratos com empresas privadas que “ampliam a capacidade de operação” com
transnacionais sob “contratos de serviços” inconstitucionais rebatizados
como “contratos ampliados”.
“Pretendem vender ‘bônus cidadãos’ indefinidos,
fantasiando a venda de ações, e as multinacionais estão na espreita”,
advertiu Bartlett, acrescentando que mudam os argumentos para a entrega: “já
não é a falta de recursos, nem alianças para ter tecnologia, agora dizem
que falta capacidade de operação, que no podemos avançar sozinhos, que não
há tecnologia; se requer conhecimento que só os estrangeiros detém, etc.”.
“Vergonha. Tivemos as melhores equipes de
operação, engenheiros do mais alto nível aposentados antecipadamente, um
Instituto do Petróleo de excelência. Tudo podemos repor. Os pretextos são
invariáveis: a situação da PEMEX, a importação de gasolinas e gás,
petroquímica, sua descapitalização criminosa”, esclareceu, assegurando que
tudo isso foi provocado por uma política vende-pátria.
“O saldo disso seria catastrófico, mais pobreza
e uma dependência aterradora numa matéria vital”, concluiu o dirigente do
PRI. |