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Lula: nosso desafio é
transformar o Brasil numa potência na produção de biocombustíveis e de
alimentos
“Em reuniões em organismos multilaterais, muitas
vezes o Brasil é acusado de muita coisa, que vai desde o desmatamento ao
trabalho escravo, ao mau pagamento de salário. Agora, mais uma novidade, que
é a falta de alimento, por conta dos biocombustíveis”, afirmou o presidente
Lula no ato em comemoração ao 35º aniversário da Embrapa.
O presidente disse que o Brasil tem sido alvo de
“leviandades”, ao rebater as críticas sobre o aumento da produção agrícola e
de biocombustível no país. Segundo Lula, quando o Brasil deixa de ser o
coadjuvante e passa a ocupar papel de destaque na questão agrícola, “as
pessoas ficam incomodadas”.
Recentemente, o diretor-geral de um desses
organismos multilaterais, Dominique Strauss-Kahn, do FMI, declarou que o
pior da crise dos alimentos ainda está por vir e jogou a culpa nos
biocombustíveis.
Lula disse o Brasil vai enfrentar e vencer esse
debate, “porque senão, eles vão criar a idéia que o Zebu não é gado,
portanto o Brasil não pode exportar carne; vão criar a idéia que o Brasil
está plantando cana na Amazônia e que, portanto, ninguém pode comprar
álcool”.
Segundo o presidente, “a Embrapa e o Brasil
estão desafiados. Desafiados a fazer com que o Brasil se transforme em uma
grande potência econômica, desafiado a fazer com que o Brasil prove ao mundo
que é plenamente compatível ser uma grande potência na produção de
biocombustíveis e, ao mesmo tempo, ser uma grande potência na produção de
alimentos e, ao mesmo tempo, ser um país que sabe preservar o meio ambiente,
que sabe cuidar das suas águas. O que nós não podemos aceitar é que as
pessoas que já tiveram todo o seu território devastado venham dizer para o
Brasil o que a gente tem que fazer”.
Lula sublinhou que o PAC da Embrapa vai permitir
que a geração de hoje da empresa seja lembrada como a geração que
“reconheceu que este País investe em pesquisa”. |