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Ideli agradece à oposição por alavancar a popularidade da ministra Dilma Rousseff
“A
oposição está louquinha para empacar a Dilma, empacar o Lula, empacar o governo.
O que eles querem mesmo é que o país não funcione para ver se, de repente, sobra
alguma chance deles voltarem em 2010. E nós temos a obrigação de fazer com que
as coisas andem”, afirmou a senadora Ideli Salvati (PT-SC), líder da bancada do
PT no Senado, sobre a convocação da ministra Dilma Roussef para depor na
Comissão de Serviços de Infra-Estrutura (CI).
A ida da ministra à comissão tem como pretexto
obter informações sobre o PAC, mas a oposição quer se aproveitar disso para
fazer perguntas sobre o suposto dossiê dos cartões corporativos com dados dos
gastos do governo FHC, que foram vazados para a mídia pelo senador tucano Álvaro
Dias (PR). Derrotada na CPI da Tapioca, a oposição recorreu à manobra de fazer
requerimentos para convocar a ministra em qualquer comissão, passando por cima
do Regimento e aproveitando o momento em que parlamentares aliados do governo
estão ausentes, como aconteceu na Comissão de Infra-estrutura.
O suposto dossiê não é assunto pertinente à
comissão e nem a ministra é obrigada a responder sobre isso nela, mas se for
provocada, como advertiu o presidente Lula, “a lógica é que quem pergunta o que
quer ouve o que não quer”.
Ideli lembrou que foi o circo sobre o suposto
dossiê montado pela mídia e a oposição que alavancou a popularidade de Dilma.
Em março, pelos levantamentos do Ibope e do CNT/Sensus, Dilma tinha apenas 1% de
preferência, mas, após os ataques contra a ministra, em menos de um mês, ela
passou para 7%, em levantamento recente encomendado pelos próprios tucanos.
“Foram eles que acabaram provocando isso, com esta ansiedade que eles têm de
derrotar toda e qualquer pessoa que se apresente como um provável sucessor do
presidente Lula”, disse a líder do PT.
A senadora cobrou ainda do presidente do Senado,
Garibaldi Alves Filho, um postura firme contra as repetidas afrontas ao
Regimento Interno praticadas pela oposição, como no caso da convocação da
ministra. “Nós tivemos, por exemplo, há poucos dias, a aprovação de uma
convocação da ministra [Dilma Roussef] para tratar de um assunto que não tem
nada a ver com o tema da comissão [de Serviços de Infra-Estrutura] e não teve
nenhum pronunciamento [do presidente Garibaldi Alves Filho]”, condenou. |