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CARTAS
horadopovo@horadopovo.com.br
Ongs
estrangeiras
Estava na Praça da
Sé e um homem me deu o Jornal Hora do Povo. Gostei muito. Li todas as
reportagens. Sobre o Estado de Roraima, é preciso uma mobilização geral do
povo brasileiro em defesa de nossa soberania.
Ao longo dos anos
deram muito espaço para as Ongs estrangeiras, essas Ongs americanas fazem o
que querem aqui no Brasil, é por isso que chegamos a esse ponto. É preciso
coibir, fiscalizar e até expulsar do país essas Ongs. Se der moleza eles
tomam conta de tudo. 220 mil Ongs! Barbaridade! É muita Ong roubando o
Brasil.
É preciso que as
Forças Armadas, a Polícia Federal e a Força Nacional de Segurança, os
arrozeiros e os índios façam um acordo sobre a convivência pacífica para o
bem do Brasil e para manter firme a nossa soberania e expulsar essas Ongs do
nosso país.
Usam os índios
como massa de manobra para formar um território autônomo. Aí eles exploram à
vontade. Vamos reagir.
Manoel
Cavalcante Neto, São Paulo - SP
Terremoto
Caros amigos, sou
uma paulistana de nascimento e coração. Amo o meu estado e a minha cidade,
mas de uns tempos para cá tenho andado meio cabisbaixa com tantas coisas
ruins acontecendo por aqui. É buraco de metrô, viaduto que cai,
engarrafamentos quilométricos... E agora até terremoto aparece para piorar
as coisas.
Escrevo logo após
sentir os tremores, pois preciso desabafar. Parece que São Paulo está mesmo
com alguma urucubaca. Ou será que, além da incompêtencia, o baixo astral
desses tucanos também está contaminando o nosso querido estado. Bem que essa
cara de vampiro do Serra e aquela boca mole do Fernando Henrique nunca me
enganaram. Xô! Sai pra lá meu. Vão lançar seus fluidos maléficos lá para as
bandas de Nova Iorque.
Maristela
Veiga, por correio eletrônico
Tiradentes
O feriado de 21 de
Abril nos remete aos ideais de Joaquim José da Silva Xavier, o herói
brasileiro.
Tiradentes doou
sua vida para a conquista da liberdade. Elaborou um programa revolucionário
muito avançado, que incluía a independência do Brasil, a proclamação da
república, a abolição da escravatura e passava pela industrialização, pela
mudança de capital, pelo incentivo à ocupação territorial, além da criação
do ensino público e gratuito e de universidades por todo o país.
Esse feriado me
remeteu às palavras de da grande Cecília Meireles:
“Ele era o
Alferes Tiradentes,
enforcado naquela
praça:
muitas coisas não
se compreendem,
tudo se esquece,
tempo passa...
mas essa
crisólita, sempre,
parece diamante
sem jaça”
Leandro Silva,
por correio eletrônico.
Tranbique no
cartão
Atenção quem
costuma usar cartão de débito, cuidado. Os caras são no mínimo muito
criativos.
Há muito tempo não
uso cheque e quase não levo dinheiro vivo, só gasto no Electron. De tanto
usar, a gente perde um pouco do cuidado e é aí que sofre com a falta de
atenção.
No meu caso, me
dei conta na hora, mas foi por sorte, pois, normalmente, não daria tanta
atenção na hora de colocar a senha do cartão.
Abasteci o carro e
na hora de pagar, o frentista fez a ‘gentileza’ de
me alcançar a
maquininha, só que nesse momento os dedos dele taparam o visor. Digitei a
senha e ele colocou de volta na bancada, ai veio a minha sorte: por engano,
digitei um número a menos e o cara sem querer falou: ‘tá faltando um
número’. Como eu estava ao lado, olhei rapidamente para o visor e minha
senha estava ali digitada, ao invés dos tradicionais asteriscos.
Como já conheço o
gerente do posto chamei-o na hora e perdi mais umas duas horas na delegacia.
Lá veio o esclarecimento do novo golpe: O atendente faz uma ‘gentileza’ e
segura a máquina pra digitarmos a senha, neste momento, tapando o visor com
a ponta dos dedos, na verdade ele não colocou o valor da compra, e os
dígitos da senha aparecem no visor ficando expostos como se fossem o valor
da compra.
Ele anota a senha
e diz que não funcionou por qualquer motivo. Faz novamente o procedimento só
que correto e a gente paga a despesa. Pronto: O cara tem a senha anotada e o
número do cartão que fica registrado na bobina. Segundo a delegada, em dois
dias um cartão clonado com qualquer nome está na mão da quadrilha e os
débitos caem direto na sua conta. Segundo a delegada está acontecendo muito
em barzinhos, botecos, danceterias, lojas de conveniência, postos de
gasolina.
Roudine, por
correio eletrônico |