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Votação de
Obama na Pensilvânia o coloca mais perto da indicação
A
pré-candidata Hillary era a favorita no estado e chegou a ter 20% de frente,
com apoio do governador. A campanha de Obama cresceu e, ao final, vantagem
de Hillary com 9,4% não pôs em risco o favoritismo do senador por Illinois
A votação do pré-candidato democrata Barack
Obama nas primárias da Pensilvânia, na terça-feira 22, foi expressiva o
suficiente para permitir-lhe manter a liderança na disputa com Hillary
Clinton e aproximá-lo da vitória. A pré-candidata Hillary era a favorita no
estado e almejava obter uma larga vantagem. Pesquisas nas semanas anteriores
lhe davam até 20% de dianteira. O governador da Pensilvânia e o prefeito da
maior cidade, Filadélfia, estão com Hillary, que mantém influência sobre
ampla parcela do movimento sindical no estado. Mesmo assim, Obama concentrou
sua campanha nas principais cidades e cresceu bastante para chegar onde
chegou.
A diferença na votação, que mobilizou mais de
2,3 milhões de eleitores democratas, foi de 9,4%. Computados os votos,
Hillary obteve 54,6% e Obama, 45,4%, o que traduziu-se em 12 a 14 delegados
a mais em favor da senadora.
Segundo a contagem da rede de TV CNN, com os 74
delegados conquistados no estado, Obama atingiu 1719 delegados, precisando
conquistar apenas 40% dos 715 delegados em disputa - incluindo os
superdelegados que ainda estão indecisos - para ser o indicado.
AVANÇOS
“Havia muita gente que inicialmente não
acreditava que pudéssemos tornar esta corrida tão disputada”, disse o
senador de Illinois após os resultados. “Seis semanas depois, reduzimos a
diferença. Reunimos pessoas de todas as idades, raças e origens em apoio à
nossa causa”, acrescentou.
Após a vitória na Pensilvânia, Hillary chegou a
1586 delegados, longe dos 2025 necessários para obter a nomeação no início
de junho. Para isso, precisaria conquistar 61% dos delegados ainda em
disputa – tarefa difícil de se considerarmos o desempenho de Obama até agora
e sua liderança nas pesquisas referentes aos últimos dois grandes estados a
realizar primárias: Indiana e Carolina do Norte, em 6 de maio. De acordo com
pesquisa do jornal “Los Angeles Times”, Obama lidera na Carolina do Norte
(47% contra 34%) e tem uma vantagem de cinco pontos percentuais em Indiana.
Após essas duas primárias restarão apenas seis
estados e 217 delegados para serem definidos nas prévias.
Nas 44 prévias democratas já realizadas, Obama
venceu 29 e Hillary, 13. Houve empate na divisão dos delegados em duas.
“Obama continua avançando solidamente com vistas
a conquistar um número suficiente de delegados para ficar com a vaga
democrata”, declarou o chefe de campanha do pré-candidato, David Plouffe.
“Uma pequena vantagem nos primeiros momentos de
uma disputa não é grande coisa, mas a atual vantagem nos momentos finais se
torna grande”, disse à Reuters Dan Newman, um dos líderes do Partido
Democrata.
DIFERENÇAS
Ao ser questionada sobre se a manutenção da sua
candidatura não estaria prejudicando o Partido Democrata, enquanto os
republicanos já se preparam para a eleição geral de novembro, Hillary
afirmou que “seria uma loucura alguém que apóie Obama ou a mim, votar em
McCain em novembro”.
Defendendo a unidade após as prévias, a senadora
por Nova Iorque ressaltou que “quaisquer que sejam as diferenças entre mim e
Obama, não se comparam com as diferenças que temos com o senador McCain”.
Em discurso para cerca de dez mil pessoas em
Evansville, Indiana, na terça-feira à noite, Barack Obama afirmou que a
campanha eleitoral deve se concentrar nos temas realmente importantes: “as
duas guerras, uma economia em recessão e um Planeta em perigo”.
“Não podemos permitir que os lobistas do petróleo, os lobistas da
indústria farmacêutica e os lobistas da guerra representem a verdadeira
América e não permitam que usemos nosso dinheiro para reformar os planos de
saúde ou investir em energia renovável por mais quatro anos”, afirmou o
senador Barack Obama.
“Não podemos nos dar ao luxo de permitir que Washington continue com
seus jogos, com os mesmos jogadores, enquanto esperamos resultados
diferentes. Não dessa vez. Não agora”, disse em meio aos aplausos da
multidão. “Essa eleição é nossa melhor chance de resolver os problemas que
estamos discutindo há décadas”, concluiu Obama.
RODRIGO CRUZ
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