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Lideranças defendem durante Encontro o crescimento e a recuperação da cidade
do Rio
Centenas de pessoas, entre lideranças políticas, sindicais, estudantis, de associações de moradores
e do movimento popular do Rio de Janeiro se reuniram sábado passado (26) no
Colégio 1º de Maio, no Maracanã, com o objetivo de debater propostas e
elaborar alternativas para o desenvolvimento da capital fluminense. O
seminário “A Hora e a
Vez do Rio” foi coordenado por Ricardo Latgé,
membro da Associação Nacional dos Geólogos e Ludmila Pereira, da TurisRio.
Irapuan Santos, organizador do evento, leu o
manifesto “Rio Coração do Brasil”, convocando a mobilização dos cariocas em
defesa da cidade. “Cidade de beleza vegetal, riqueza mineral e transbordante
de sentimento humano”, diz o texto.
“Foi esta cidade-coração do Brasil que os anos
de neoliberalismo tentaram asfixiar”, denunciou
Irapuan, lembrando o sucateamento das
universidades públicas, dos centros de ciência e tecnologia existentes na
cidade. “Encareceram a vida. Destruíram a indústria e semearam o
desemprego. Veio junto a crise social, o tráfico, a desagregação familiar e
passaram a dizer que nossa cidade estava doente, como se não tivessem culpa
no cartório. Foram os anos de cinismo característico do (período) FHC”,
acrescentou.
O manifesto ressalta ainda que o país já está
mudando “com a força do povo” ao eleger um presidente “que aprendeu na linha
de produção e na vida dura de operário a importância de ter uma Nação unida
e caminhando para o progresso”.
O ex-presidente do Clube de Engenharia e
presidente da Casa da América, Raymundo de Oliveira, destacou a necessidade
da “elaboração de um plano de desenvolvimento para o Rio e também para o
Brasil, já que o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) é um início”.
Raymundo defendeu que fosse dado ênfase à tecnologia de ponta, destacando
ser o Brasil o primeiro país no mundo a fazer declaração de imposto de renda
pela internet, “o que só foi conseguido graças a um programa de alta
segurança que comprova a excelência dos nossos técnicos”.
Jorge Coutinho, presidente do Sindicato dos
Artistas e Técnicos de Espetáculos Teatrais do Rio de Janeiro, destacou a
importância do encontro como forma de enfrentar o abandono em que se
encontra a cidade e colocou-se à disposição para organização de uma
plataforma cultural.
Ubiratan Santos, secretário-geral da UNE,
defendeu a necessidade de investimentos na área de software para
microcomputadores, pesquisas com célula tronco e a engenharia de novos
materiais, além de reforçar a importância da conquista do passe para os
estudantes cariocas, hoje ameaçadas, e a necessidade da extensão deste
benefício aos universitários.
Conceição Cassano, da Federação de Mulheres
Fluminenses, propôs a criação do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher.
O processo de “concessão” ou “privatização” do Estádio do Maracanã foi
combatido por diversas pessoas, sendo que até agora ninguém foi ouvido ou
tem conhecimento do edital, tendo sido aprovado um memorial a ser
encaminhado ao governador do Estado.
Entre os presentes, Hermano Castro, diretor do
Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador da Fundação Oswaldo Cruz (CEST),
Cidamaiá Santos, representante do Congresso Nacional Afro-brasileiro, além
de Leandro Costa, José Mauro Ramalho e Francisco Pedra, diretores da CGTB e
Carlos Arthur Pitombeira, conselheiro da ABI.
Os participantes, após a plenária, foram
divididos em grupos temáticos para o debate de alternativas para emprego,
desenvolvimento, ciência e tecnologia, saúde, educação, cultura,
transportes, meio ambiente, gestão territorial, habitação e mídia.
SUCURSAL
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