|

Este
ano, os trabalhadores metalúrgicos e a Força Sindical vão comemorar um 1º de
Maio diferente em relação aos anos anteriores, em função de tantas conquistas
obtidas.
Em
2003, o desastre do desemprego havia reduzido a categoria metalúrgica para 1,3
milhão de trabalhadores, com carteira assinada, em todo o Brasil. Este ano,
estamos comemorando um crescimento da categoria para mais de dois milhões de
trabalhadores. Além disso, nas negociações salariais de 2007, todos os
metalúrgicos tiveram aumento real de salário, aumentamos o número de acordos de
PLR e, nos três primeiros meses de 2008, o emprego continuou avançando e batendo
recorde em relação ao mesmo período do ano anterior.
Neste 1º de Maio, além de relembrar estas conquistas quero reafirmar a Campanha
Nacional pela Redução da Jornada de Trabalho sem redução salarial, a ratificação
da Convenção 158, da Organização Internacional do Trabalho, que proíbe a
demissão imotivada, e defender o fim da terceirização ilegal no ramo
metalúrgico.
A
situação econômica do Brasil oferece as condições para a redução da jornada de
trabalho. Segundo economistas, este é o momento para a redução, pois os patrões
ganharam muito com o aumento da produtividade nos últimos anos e o Brasil
continua em crescimento econômico. Esses ganhos de produtividade precisam ser
distribuídos entre os trabalhadores, para gerar benefícios para a sociedade e
melhor equilíbrio econômico e social.
Com
a jornada de 40h semanais teremos a geração de cerca de 2,8 milhões de empregos,
segundo o Dieese (órgão de pesquisas econômicas dos sindicatos), distribuição de
renda, aumento da produção, menos horas-extras, mais tempo para o convívio
familiar, mais tempo para estudar e se qualificar profissionalmente, menos
problemas de saúde relacionados ao trabalho, menos acidentes de trabalho.
Aproximadamente, 40% dos trabalhadores fazem hora extra no Brasil. Muitas vezes,
em período de crescimento econômico, as empresas, ao invés de contratar, obrigam
os trabalhadores a fazer horas-extras. Assim, nem sempre crescimento econômico
significa geração de empregos.
Já a
ratificação da Convenção 158 vai impedir não só a dispensa imotivada, como frear
a rotatividade de mão-de-obra. Em 2007, tivemos 32% de rotatividade na categoria
metalúrgica, segundo o Dieese. Isso contribui para uma redução dos salários, já
que as empresas demitem e contratam outros com salários mais baixos.
Participe do 1º de Maio e assine o abaixo-assinado pela redução da jornada de
trabalho, que será enviado ao Congresso Nacional. Esta é uma campanha de todos,
uma luta importante para toda a sociedade.
Eleno
Bezerra, Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes
e da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos |