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Invasor
americano leva Tariq Aziz a tribunal-farsa
O governo de W. Bush está levando a novo
tribunal-farsa da ocupação o vice-primeiro-ministro iraquiano, e mais
conhecida liderança do país no mundo fora Sadam, Tariq Aziz, e mais outros
sete dirigentes. Cristão, Tar iq foi, por mais de duas décadas, o porta-voz do
Iraque perante o mundo. A acusação fabricada contra Tariq foi de que ordenou
a execução, em 1992, de 42 “mercadores” que aumentaram os preços dos
alimentos quando a população estava sofrendo sob o bloqueio. Tariq, cujo
estado de saúde é bastante precário, estava preso em um campo de
concentração dos EUA em Bagdá desde 2003, onde teve por, várias vezes,
negado pedido de tratamento médico.
O “julgamento” imposto pelo invasor americano
viola os Acordos de Genebra, apesar da fachada do governo fantoche e sua
corte. Contra Tariq, a ocupação vai usar o mesmo porco que encenou o
julgamento e posterior execução do presidente Sadam. Os fantoches que
voltaram a Bagdá no colo dos marines já haviam entronizado assassinos e
traidores da pátria. Acresceram à sua lista de “heróis”, agora, os
açambarcadores que queriam lucrar com a fome do povo iraquiano.
O principal advogado de Tariq, Badie Aref, não
poderá defendê-lo, porque teve de se exilar na Jordânia, após quase ser
seqüestrado e morto em plena “Zona Verde”. A decisão foi tomada após o
comando dos EUA ter anunciado que não poderia mais “garantir sua segurança”.
Mais de cinco advogados de Sadam foram assassinados.
É notório, como registrou o presidente da
Associação de Amizade Franco-Iraquiana, Gilles Munier, que não estava na
esfera de atribuições de Tariq, voltadas para as relações internacionais,
tal tipo de decisão, seja o comércio ou sentenças judiciais. Mounier,
inclusive, estava em Bagdá em 1992, quando ocorreu a coibição da especulação
com alimentos. |