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Cartas
horadopovo@horadopovo.com.br
Dantas
A Justiça brasileira fica duvidosa na cabeça do cidadão comum por atitudes como
a praticada pelo meritíssimo ministro do STF Gilmar Mendes. Com todo o
contorcionismo da lei, mandar soltar um dos maiores saqueadores do erário
público só reforça o ditado popular de que “a lei foi feita para punir o pobre e
proteger o rico”. Nesse episódio lamentável, de proteger um gatuno através do
ministro do STF, é preciso reconhecer a coragem do juiz Fausto Martin De Sanctis
no combate à arraigada corrupção nos poderes da Justiça brasileira. É preciso
reconhecer o valor moral do delegado que não se deixou subornar por uma enorme
pilha de dinheiro. É preciso reconhecer o trabalho minucioso do delegado
Protógenes Queiroz.
Lair Estanislau Alves – Belo Horizonte (MG)<
Delfim Netto
Parabéns aos editores da Hora do Povo pela publicação do excelente artigo do
economista e ex-deputado Delfim Netto. Nem sempre o ilustre consultor do
presidente Lula usa a pena e o verbo com tamanha maestria para mostrar os
preconceitos infantis, as confusões teóricas e os erros idiotas mal
intencionados de Meirelles, tucanos et caterva contra Lula, o PAC e o
crescimento do país. Valeu, camarada Delfim! Os 12 anos de PSDB em São Paulo já
mostraram aos paulistas que o que não deu certo no Brasil de FHC também não deu
certo em São Paulo. Mas, para o desespero da oligarquia tucana, Marta vem aí,
que São Paulo merece! Fora Meirelles do Banco Central! Toda força ao PAC, ao
Brasil e ao presidente Lula!
Ana Terra – por correio eletrônico
Voto em BH
Filiei-me ao PT em 1982. Inspirei-me nos ideais de Karl Marx, Lênin e Che
Guevara em minha formação política. Participei de corpo e alma em plenárias,
inúmeras reuniões e debates. Enfrentei uma luta campal e psicológica. A luta
campal era através das greves e movimentos populares, reprimidos pela força
policial com seus cassetetes família. A luta psicológica era ganhar a pecha de
baderneiro, agitador e terrorista. Lembro-me que, numa das greves, um soldado
arrancou-me a camiseta gritando “comunista safado”. Minha resposta foi no ato:
“comunista, sim, safado é você”. Fui preso por desacato. Em 1988 ganhamos a
Prefeitura de São Paulo. Em 1989 gritamos, sofremos e choramos com o “Lula quase
lá”. Em 1992 quebramos a espinha dorsal da direita em BH conquistando a
Prefeitura dos biônicos. 2002 nem precisa comentário, foi sem dúvida o nosso
orgasmo ideológico. Teci todo esse comentário para criticar os petistas que
aderiram ao tucanato. Embarcaram na onda do queridinho das elites, o “glorioso”
e “majestoso” “menino do Rio”. Por isso decidi: Sou PT, voto Jô.
Luiz Mário Gonsalves – Belo Horizonte (MG)
Mahmud Darwish
Um domingo de luto para os palestinos e para o mundo. Morreu ontem à noite o
poeta da resistência palestina, o fênix da literatura de resistência cuja
transmissão virtuosa da vida palestina - das emoções, da dor, da luta, da
resistência, enfim, dessa característica linda que é a palestinidade - tornou-se
o símbolo poético da alma palestina. Que as lágrimas que vertemos ao ler Darwish
continuem alertando o mundo e edificando a justiça, a revolução, a Intifada!
Viva a Palestina, Viva a Intifada, Viva Darwish!
Indra – por correio eletrônico
Tulio Maravilha
Com a escassez de bons atacantes disponíveis no mercado, e os que temos indo
embora, acredito que a diretoria do nosso Botafogo deva contratar imediatamente
o nosso ídolo dos anos 90 e artilheiro nato - Tulio Maravilha - atualmente
defendendo com galhardia (e com muitos gols) o Vila Nova de Goiás, que está na
Segundona. Tulio é bom de bola, carismático, torcedor confesso do Botafogo, e já
manifestou diversas vezes seu desejo de voltar. A bola procura Tulio e ele
coloca a mesma sempre nas redes dos adversários, independentemente de quem seja.
Ele ainda é aquele jogador impetuoso, voluntarioso, que não tem medo, e que
mostra resultado, apesar dos seus trinta e poucos anos. Creio que será uma
verdadeira bomba, no bom sentido, a sua contratação, para a alegria dos milhões
de alvinegros que, certamente, assim como eu, lhe daremos boas vindas. Saudações
Alvinegras.
Fernando Cezar – Rio de Janeiro |