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Plenária manifesta solidariedade ao presidente
Evo e ao povo boliviano contra a oligarquia e o
imperialismo
Concluída
dois dias antes do referendo revogatório de
domingo, a Plenária Nacional da CUT manifestou
“todo apoio ao povo boliviano contra a agressão
oligárquica e imperialista”, posicionando-se
pela confirmação do mandato do presidente Evo
Morales, “fundamental para a continuidade dos
processos de libertação na Bolívia e em toda a
América Latina”.
Durante a Plenária, foi realizado ato de
solidariedade com a presença da cônsul geral da
República da Bolívia, Shirley Orozco. A
consulesa sublinhou que a luta de seu povo é
mais do que nunca por dignidade e soberania, que
começaram a ser recuperadas nas lutas contra a
privatização da água e em defesa do gás, que
levaram à eleição de Evo, à nacionalização dos
hidrocarbonetos e ao avanço da reforma agrária,
dos investimentos em saúde e educação.
De acordo com Shirley, com a retomada das
riquezas nacionais em benefício da população, a
Bolívia conta hoje com mais recursos para
investir nas áreas sociais. Apenas nos últimos
dois anos, sublinhou, foram alfabetizadas
centenas de milhares de pessoas maiores de 15
anos, restando alfabetizar apenas 1,7% da
população, o que converterá o país, ainda este
ano, em território livre do analfabetismo. Para
a consulesa, a solidariedade internacional
cumpre papel chave para o isolamento dos
golpistas e fascistas, que buscam fazer
retroceder a marcha da história, retornando ao
período neoliberal, de desmonte do Estado,
arrocho e abandono das grandes maiorias em
benefício das transnacionais e da oligarquia.
“Frente às ameaças da direita e da reação
contra os inegáveis avanços em curso na Bolívia,
reafirmamos aqui nosso compromisso com a defesa
do governo Evo Morales, que representa a luta
comum dos povos da nossa América pela soberania,
com desenvolvimento e justiça social”, declarou
o secretário de Relações Internacionais da CUT,
João Felício. Coordenando a mesa dos debates,
Júlio Turra, da executiva nacional, destacou o
empenho da militância cutista com a sustentação
de um projeto nacional e popular, que enfrenta
ataques do imperialismo, de fascistas, racistas
e dos grandes meios de comunicação, que
manipulam e desinformam. |