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Observadores internacionais atestam lisura do pleito
Os
observadores internacionais enviados para acompanhar o referendo
revogatório realizado na Bolívia destacaram a lisura do processo
convocado pelo presidente Evo Morales.
A
votação, realizada em todo o país, foi assistida por mais de 200
observadores internacionais destacados por diversos organismos, como a
Organização dos Estados Americanos (OEA), Mercosul, ONU, Unasul, que
atestaram a “maturidade democrática” dos bolivianos.
O
presidente da Comissão Permanente de Representantes do Mercosul, Carlos
Chacho Alvarez, e o presidente do Parlamento do Mercosul, deputado
Doutor Rosinha (PT), emitiram comunicado conjunto em que qualificaram as
eleições como “exemplares”.
"Como
presidentes da Missão de Observadores do Mercosul, integrada por
legisladores e funcionários públicos dos países membros, felicitamos o
povo boliviano pelo exercício prático de transparência democrática, que
deram hoje durante a celebração do referendo revogatório em todo o
território da República da Bolívia. Presenciamos eleições exemplares,
que mostram a extraordinária vocação dos bolivianos em submeter suas
decisões políticas transcendentes ao pronunciamento da vontade popular”,
diz o comunicado.
Cacho
Alvarez e Dr. Rosinha chefiaram uma missão de 40 observadores, formada
na última cúpula do Mercosul realizada em Tucumán, na Argentina, a
pedido do presidente Morales.
“Foi
um processo muito bem organizado, com a participação massiva da
população, que demonstrou claramente querer decidir os destinos do país.
Acompanhei o escrutínio e pude ver uma grande transparência, um processo
muito bem avaliado. O governo da Bolívia e a Corte Eleitoral estão de
parabéns”, afirmou o deputado brasileiro.
“Foi
tudo muito satisfatório, apesar de ter sido uma jornada difícil, cercada
de muitos conflitos. Muitos pensavam que poderia ser uma eleição
altamente problemática, mas não houve nada disso – o que houve foi uma
grande participação do povo boliviano. Nesse sentido, esperamos que esse
processo sirva para fortalecer a democracia e para que as autoridades
consigam unir o país”, disse Alvarez.
O
chefe da missão observadora da OEA, Eduardo Stein, parabenizou o
processo eleitoral e disse que agora é “indispensável que se estabeleçam
regras claras para que seja retomado o diálogo”.
A
representante da ONU, Yoriko Yasukawa, destacou que “pode haver alguns
temas que dividem os bolivianos, mas há mais temas que os unem. Ninguém
poderá se opor a conquistar uma sociedade mais eqüitativa, na qual todas
as crianças possam ir à escola, o acesso à saúde e que todos os
bolivianos, mais cedo que tarde, tenham uma vida digna”. |