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Nova guerra no Cáucaso foi
desatada pelos EUA, denuncia o presidente do PC da Rússia
O presidente do Partido
Comunista da Federação Russa, Gennadi Ziugánov, se reuniu, na Criméia
(república autônoma da Ucrânia) com o dirigente comunista local, L. Grach,
na sexta-feira, dia 8, para tratar da luta contra a ingerência da Otan na
região. Em coletiva de imprensa na capital, Sinferópol, divulgaram um
comunicado conjunto condenando o “pérfido ataque da Geórgia contra a Ossétia
do Sul. Expressaram a mais “sincera solidariedade e apoio ao povo irmão em
sua heróica resistência ao agressor georgiano, que age sob comando dos
Estados Unidos”.
“A Rússia, na época em que se
desmembrou a União Soviética, não reconheceu a Ossétia do Sul e a Abkhasia
como repúblicas soberanas com as quais devia assinar acordos abrangentes,
entre eles sobre a defesa de seus cidadãos. Nas duas repúblicas, 9 de cada
10 cidadãos são russos”, afirmou Ziugánov. Relatou que pela televisão viu-se
que “incendiaram cidades, atiravam contra as pessoas, bombardearam escolas,
hospitais. Há perdas muito grandes. É a aplicação do terrorismo de Estado
por parte de Saakashvili e seus aliados, acobertados pelos EUA e a Otan, que
arrastaram o governo da Geórgia para desatar essa guerra”.
Ziugánov sublinhou que “o
ataque foi iniciado no dia da abertura das Olimpíadas, o que representa a
maior profanação. Na antiguidade, quando aconteciam as Olimpíadas na Grécia,
a “paz olímpica” se instituía.
“Eu considero que o Alto
Comando, o primeiro-ministro e o ministro de Defesa da Rússia devem
rapidamente tomar a decisão de garantir a vida de seus cidadãos, de todas as
formas possíveis. Primeiro devem ser atingidos os objetivos de onde levantam
vôo os aviões georgianos, saem tanques e sistemas de fogo reativo, que
atacam as cidades e os campos da Ossétia do sul.
Ziugánov assinalou que “no
Cáucaso, a mão agressiva da Otan está às vistas de todo mundo. Essa nova
guerra, é necessário que se diga com todas as letras, foi desatada pelo
bloco militar da Otan, com os norte-americanos na cabeça. Eles bombardearam
Belgrado, sustentam a guerra no Oriente Médio, pretendem colocar de joelhos
o povo do Iraque... Dois anos atrás com enormes esforços os americanos foram
expulsos da Feodosia [porto na Criméia]. Recentemente, a Otan realizou na
Criméia fortes exercícios militares. Isso é um alerta a todos nós. Nós
devemos agora unir nossas forças para brecar a entrada da Otan no Leste”.
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