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Lugo defende a unidade sul-americana ao
assumir
Presidência do Paraguai
O presidente eleito do
Paraguai, Fernando Lugo, disse ao tomar posse na sexta-feira, 15, que crê
“fervorosamente na integração” regional sul-americana e acrescentou que o
Paraguai quer “um desenvolvimento compartilhado com os seus irmãos da
Argentina e do Brasil”. Em seu pronunciamento referiu-se ainda ao passado
ditatorial que jogou a muitos de seus compatriotas na miséria e o abandono,
e chamou a “recuperar a inegociável dignidade do povo paraguaio”.
Muitas famílias,
sindicalistas, camponeses de diferentes partes do país, indígenas,
religiosos, e grupos folclóricos se reuniram na praça do Congresso, em
Assunção, para ouvir as primeiras palavras do presidente. Durante o ato
público, as 15 mil pessoas presentes entoavam “Lugo presidente, o povo no
poder”.
Lugo acrescentou que a luta
contra as iniqüidades será implacável, e que já acabou o Paraguai
exclusivista e com fama de corrupção. “A mudança não é uma questão
eleitoral; é uma aposta cultural, talvez a mais importante em sua história.
Não nos interessam vencedores nem vencidos, porque há uma pátria que
reconstruir”, assinalou.
Prestigiaram a posse os
presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; da Argentina, Cristina
Kirchner; da Venezuela, Hugo Chávez; do Equador, Rafael Correa; da Bolívia,
Evo Morales; do Chile, Michelle Bachelet; do Uruguai, Tabaré Vázquez; de
Honduras, Manuel Zelaya; além do primeiro vice-presidente de Cuba, Ramón
Machado Ventura.
Durante a jornada, o
presidente Lugo enviou um abraço fraterno e cordial ao líder da Revolução
Cubana, Fidel Castro, e a seu povo, aos quais agradeceu “pelos paraguaios
que passaram pela Ilha para se formar como profissionais”.
Para conseguir aumentar os
recursos do Estado, Lugo buscará renegociar com o Brasil e a Argentina os
preços da eletricidade nas represas hidroelétricas binacionais, Itaipu e
Yaciretá, discussão já em andamento. |