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Cartas
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Capeta-lismo
A campanha do candidato a prefeito
de BH, da dobradinha informal PSDB-PT, mais parece time de futebol. É composta
de 11 partidos. Os dirigentes destes 11 partidos venderam suas almas ao capeta,
isto é, capeta-lismo. Lacerda terá 11 minutos de blábláblá no horário gratuito
de propaganda política no rádio e na televisão. Dizem que Márcio Lacerda é um
dos homens mais ricos do Brasil. No meu humilde entendimento, não existem
impérios econômicos impunemente. Podem rotular-me de invejoso, mas essa baixeza
macabra da alma não carrego. Só acho que super-riqueza neste país de muita
pobreza é um galardão nefasto. Para concluir, digo: se discriminam os pobres,
nós temos direito de questionar os ricos. Pobre não pode votar em capitalista. O
nosso caminho, com todos os percalços, ainda é o socialismo. Não devemos aceitar
capitalista com capa de socialista.
Omar Pimenta Montalvão – Belo
Horizonte (MG)
Natal
A candidata do PV, Micarla de
Sousa, esforça-se em Natal para se aproximar da imagem do presidente Lula. Ao
mesmo tempo em que cinco partidos da sua coligação fazem parte da base aliada do
presidente, um, o DEM, é oposição. Ciente da impopularidade desse partido, ela
chegou a “esquecer”, durante debate na TV Universitária, que os demos faziam
parte da sua coligação. A resposta da candidata do presidente, Fátima Bezerra
(PT), foi na lata: “tem que ser verdadeiro com o eleitor”.
Adriano Carrão – por correio
eletrônico
Cielo
Podem dizer qualquer coisa desse
tal Michael Phelps, mas campeão mesmo é o nosso Cielo. Deviam fazer um teste de
DNA pra ver se o homem-peixe norte-americano é gente mesmo. Para mim esse cara é
fruto das experiências genéticas da Monsanto.
Tobias Fernandes – São Paulo
(SP)
Demarcação
Tem uma coisa que eu não entendo
nessas demarcações de reservas indígenas: elas são feitas para que os
brasileiros de etnia indígena possam viver como sempre viveram, ou seja,
caçando, pescando, plantando para sua própria subsistência... E por isso
precisariam de grandes áreas já que grande parte das tribos seria nômade. Mas a
realidade é que a maioria das tribos beneficiadas com as reservas já não é nem
nômade, nem sobrevive apenas da caça, da pesca e do plantio de subsistência.
Esta tribos têm escolas, celulares, água encanada, casa de alvenaria, televisão
e uma parte das comodidades da vida urbana. O que eu sou totalmente a favor, só
para deixar claro. Mas, se já não vivem como antigamente, porque as terras têm
que ser demarcadas como se vivessem?
Fabio Cesar Santos - São Paulo
(SP) |