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Com lucro
recorde, Vale demite 1.300 e
dá férias coletivas a 5.500 trabalhadores
A Vale
anunciou na quarta-feira (3) que foram fechados 260 postos de trabalho em
sua unidade de Minas Gerais e dado férias coletivas para 4.400 funcionários.
Ao todo, em 30 países, foram demitidos 1.300 trabalhadores e concedido
férias coletivas de 30 dias a 5.500 empregados.
Privatizada pelos tucanos em maio de 1997, por simbólicos R$ 3,338 bilhões,
à época, a Vale formou um cartel com as anglo-australianas BHP Bilinton e
Rio Tinto, que controla a produção mundial e o preço do ferro. Os aumentos
dos preços do minério este ano ficaram entre 65% e 71%, percentual só menor,
nos últimos anos, que o de 2005, que foi de 71,5%.
O preço
cartelizado do minério tem proporcionado os lucros recordes que a empresa
vem obtendo nos últimos anos. Nos primeiros nove meses de 2008 apresentou um
lucro líquido de R$ 19,259 bilhões, quase o mesmo resultado obtido em todo o
ano passado: R$ 20,006 bilhões. Em 2006, obteve um lucro líquido de R$
13,431 bilhões.
No dia 1º
de abril deste ano, teve um crédito aprovado pelo Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no valor de até R$ 7,3 bilhões,
constituindo-se na “maior linha já disponibilizada pelo BNDES para uma
empresa só”, segundo o presidente do banco, Luciano Coutinho.
Mesmo com um expressivo crédito estatal obtido no primeiro semestre,
presume-se que para ampliar os investimentos, a Vale privatizada reduziu a
produção de minério de ferro em 30 milhões de toneladas a partir de 1º de
novembro e agora enveredou pelo caminho das férias coletivas, ante-sala das
demissões, que, aliás, já começaram nas Alterosas. |