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Aliados de Uribe têm as contas investigadas
após perpetrarem golpe das pirâmides
O governador do departamento colombiano de Magdalena, Omar
Ricardo Díazgranados, do Partido da Unidade Social Nacional, La U, e o do
departamento de Bolívar, Joaco Berrío, do Cambio Radical, partidos que
integram a base aliada do governo Uribe, terão suas contas bancárias e
operações financeiras analisadas por peritos do Ministério Público por
suspeita de envolvimento com o escândalo das “pirâmides”.
Nas contas do economista e analista social Libardo
Samiento, um em cada dez habitantes do país caiu no conto das financeiras
ilegais acobertadas pelo governo Uribe. Cinco milhões de colombianos foram
afetados pelo desmoronamento das “pirâmides”.
A investigação do Ministério Público apura a conivência de
parlamentares, governadores, prefeitos e membros do governo com as
financeiras que operaram ilegalmente no país recolhendo dinheiro da
população.
O escândalo que levou centenas de pessoas às ruas de Cauca,
Putumayo, Nariño e Huila – departamentos mais afetados pelos golpes -
derrubou no Congresso projeto que permitiria a Uribe candidatar-se a nova
reeleição.
De acordo com o representante na Câmara do Pólo Democrático
Alternativo, Germán Navas Talero, o, La U, que recolheu as assinaturas para
o projeto, recebeu recursos de uma das maiores “pirâmides”, a DMG, cujo
administrador foi preso no mês passado no Panamá e extraditado de volta para
a Colômbia.
Para o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, não cabe ao
governo devolver o dinheiro dos milhões de pequenos poupadores que perderam
a economia de suas vidas com o desmoronamento das financeiras ilegais,
conhecido como o golpe das “pirâmides”.
“Cabe a nós enfrentar este problema em todos os seus
ângulos, o que não podemos, apreciados compatriotas, é começar a devolver o
dinheiro que perderam ali os que ali o puseram”, informou Uribe.
As perdas do povo colombiano com o esquema das “pirâmides”
financeiras acobertadas pelo governo já chegam à U$S 1 bilhão. Em artigo
publicado pelo Pólo Democrático Alternativo (PDA), o senador Jorge Enrique
Robledo denunciou: “Foi tal a negligência presidencial que, em 12 de
novembro de 2008, poucos dias antes da intervenção oficial que precipitou o
fechamento da DMG [a maior financeira da Colômbia sob suspeita de ligação
com o tráfico de drogas], o chefe de Estado utilizou a figura das
‘pirâmides’ para fazer piadas indolentes e chamar os especuladores
estrangeiros para entrarem no país”, afirmou. |